Emoções e "interpretações" na Venezuela

Os governistas sabem que seu "líder" não tem forças físicas para continuar. Os boletins médicos oficiais comprovam isso

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O ano mal começou e já temos um problema "velho" de 2012: Venezuela.

A verdade é que nenhum "analista" sabe qual será o futuro do país de Hugo Chávez. Em Cuba desde dezembro passado para se recuperar de um câncer, o bolivariano, até agora, não dá sinais de que terá força para ser empossado na quinta-feira.

Nos últimos dias, o noticiário nos ofereceu diversas informações sobre a interpretação da Constituição venezuelana.

Para os chavistas, a cerimônia do dia 10 é mera "formalidade". Diosdado Cabello, forte aliado chavista e presidente da Assembleia Nacional, disse que "Chávez continuará sendo o presidente além de 10 de janeiro".

No início da crise, o pensamento geral era que caso Hugo não conseguisse estar inteiro para sua posse, uma junta médica deveria avaliar seu estado de saúde. Constatada sua incapacidade, novas eleições seriam convocados em 30 dias.

Para não ficar "esvaziada", a Presidência ficaria interinamente com o chefe da Assembleia – no caso, Cabello. A partir daí é que começa a "confusão jurídica".

Primeiramente, não há prazo para a equipe de médicos ser chamada. O governo pode demorar semanas ou meses para fazer a tal convocação.

O artigo 231 da Constituição, grande alvo da polêmica, determina que o presidente tome posse diante do Parlamento em 10 de janeiro, mas também afirma que, "por qualquer motivo inesperado", o presidente pode ser juramentado pelo Tribunal Superior de Justiça, sem especificar a data ou local da cerimônia.

Obviamente que a oposição não quer nem saber dessa última possibilidade.

O fato é que os governistas sabem que seu "líder" não tem forças físicas para continuar. Os boletins médicos oficiais comprovam isso. Em quase nenhum não encontramos a palavra "grave".

Entretanto, acredito que o vice Nicolás Maduro, caso realmente seja o sucessor de Chávez, possa vencer até com certa folga qualquer nome da oposição. Inclusive Henrique Capriles. Mas isso é só um "palpite de analista".

Vamos ter muitas emoções e "interpretações" até quinta-feira.

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