Enfim, a Itália tem um governo

Premiê italiano Enrico Letta disse neste sábado que conseguiu o apoio de outros partidos para formar um governo de coalizão que inclua um dos principais aliados, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, como primeiro-ministro adjunto

Enfim, a Itália tem um governo
Enfim, a Itália tem um governo (Foto: GIAMPIERO SPOSITO)

Por James Mackenzie e Gavin Jones

ROMA, 27 Abr (Reuters) - O premiê italiano de centro-esquerda Enrico Letta disse neste sábado que conseguiu o apoio de outros partidos para formar um governo de coalizão que inclua um dos principais aliados o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi como primeiro-ministro adjunto.

Letta encontrou com o presidente Giorgio Napolitano, depois de conversas com Berlusconi e líderes de seu partido de centro-direita da Liberdade (PDL), para confirmar que ele havia chegado a um acordo que abriria caminho para a formação de seu governo.

"Espero que este governo possa começar a trabalhar rapidamente no espírito de cooperação fervorosa e sem qualquer preconceito ou conflito", Napolitano disse a repórteres.

O secretário do PDL, Angelino Alfano, será vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, dando ao partido de centro-direita uma voz poderosa no coração do novo governo.

O diretor-geral do Banco da Itália, Fabrizio Saccomanni, terá o papel-chave do Ministério da Fazenda e o ex-comissário europeu Emma Bonino será ministro das Relações Exteriores.

O governo, que Letta disse que terá um número recorde de mulheres, será empossado na manhã de domingo e está prevista a ida de Letta ao Parlamento para buscar um voto de confiança na segunda-feira.

Letta, 46, o vice-líder do Partido Democrático de centro-esquerda (PD), passou mais de duas horas deste sábado em conversas com Berlusconi, que não será um membro do governo, mas é susceptível de desempenhar um papel importante nos bastidores.

Letta é da ala direita do PD e sobrinho de um dos assessores mais próximos de Berlusconi.

O acordo foi realizado após disputas sobre postos ministeriais e diferenças políticas, notadamente em relação à demanda de Berlusconi de acabar com o nada popular imposto de habitação, uma medida que abriria um rombo de 8 bilhões de euros nos planos do orçamento deste ano.

A Itália, terceira maior economia da zona do euro, está sem um governo efetivo há meses, em meio ao longo impasse pós-eleitoral segurando qualquer esforço para acabar com a recessão prestes a se tornar a mais longa desde a Segunda Guerra Mundial.

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