Equador investiga vice-presidente por suspeita de corrupção

Ministério Público (MP) do Equador informou que está investigando mais de 20 funcionários e ex-agentes públicos, entre eles o vice-presidente do país Jorge Glas, por supostas irregularidades no contrato de 2012 para a exploração de um campo de petróleo na região amazônica; na época, Glas ocupava o cargo de ministro-coordenador de Setores Estratégicos durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, que entregou o poder no dia 24 de maio para seu correligionário Lenín Moreno

Ministério Público (MP) do Equador informou que está investigando mais de 20 funcionários e ex-agentes públicos, entre eles o vice-presidente do país Jorge Glas, por supostas irregularidades no contrato de 2012 para a exploração de um campo de petróleo na região amazônica; na época, Glas ocupava o cargo de ministro-coordenador de Setores Estratégicos durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, que entregou o poder no dia 24 de maio para seu correligionário Lenín Moreno
Ministério Público (MP) do Equador informou que está investigando mais de 20 funcionários e ex-agentes públicos, entre eles o vice-presidente do país Jorge Glas, por supostas irregularidades no contrato de 2012 para a exploração de um campo de petróleo na região amazônica; na época, Glas ocupava o cargo de ministro-coordenador de Setores Estratégicos durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, que entregou o poder no dia 24 de maio para seu correligionário Lenín Moreno (Foto: Paulo Emílio)
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Agência Brasil - O Ministério Público (MP) do Equador informou nesta quinta-feira que está investigando mais de 20 funcionários e ex-agentes públicos, entre eles o vice-presidente do país Jorge Glas, por supostas irregularidades no contrato de 2012 para a exploração de um campo de petróleo na região amazônica. A informação é da Agência EFE.

O MP, com base em um relatório especial do tribunal de contas do Estado, assinalou em um comunicado que iniciou a investigação prévia por indícios de responsabilidade no contrato de prestação de serviços do chamado Bloco Singue.

O relatório do tribunal de contas se refere ao contrato assinado entre o Estado equatoriano, através da Secretaria de Hidrocarbonetos, e o Consórcio DGC, integrado pela companhia Dygoil Consultoría y Servicios Petroleros Cia. Ltda.

O MP acrescentou que iniciou a investigação prévia "com base nos indícios de responsabilidade penal", envolvendo mais de 20 funcionários públicos e privados, alguns dos quais gozam do foro privilegiado e só podem ser processados pela Suprema Corte de Justiça.

A investigação também inclui o vice-presidente Glas, quando ele ocupava o cargo de ministro-coordenador de Setores Estratégicos durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, que entregou o poder no dia 24 de maio para seu correligionário Lenín Moreno.

Apesar de ocupar a vice-presidência, Glas mantém uma dura queda de braço com Moreno, acusado de ter rachado ao movimento governista Aliança País (AP, de esquerda).

Em declarações a jornalistas, o vice-presidente disse que sua suposta vinculação com o caso investigado pelo MP se deu porque ele participou de uma "etapa pré-contratual", antes da assinatura do convênio.

O vice-presidente afirmou que pediu ao ex-ministro de Hidrocarbonetos, Wilson Pastor, que também é investigado neste caso, que retorne ao país para apresentar as provas de sua inocência, que já haviam sido enviadas ao tribunal de contas e que agora deverão ser encaminhadas ao Ministério Público.

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