Erdoğan faz nova ameaça de vetar adesão de Finlândia e Suécia à Otan
Presidente turco exigiu que as promessas de combater grupos curdos sejam cumpridas e afirmou que o parlamento tem o poder de vetar o ingresso dos dois países
247 - Apesar de ter cedido e retirado o veto ao ingresso de Finlândia e Suécia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, voltou a afirmar que o parlamento pode rejeitar o processo caso os dois países não cumpram a promessa de combater grupos armados do Curdistão.
Erdoğan afirmou que a Suécia prometeu extraditar 73 pessoas acusadas de crimes de terrorismo ligadas a grupos curdos --o que não consta no texto do memorando que foi assinado pelos três países na terça-feira, 28, durante a Cúpula da Otan em Madri, na Espanha.
"A Suécia nos deu a promessa de que 73 terroristas serão extraditados e deportados para a Turquia", disse o presidente turco em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 30. “Vamos ver se eles vão dar eles ou não”.
Erdoğan alertou que a entrada dos dois países na Otan “não aconteceria” a menos que ratificada pelo parlamento turco, que é controlado por seu partido, o Justiça e Desenvolvimento e aliados. Ele disse: “Suécia e Finlândia devem manter sua palavra. Se não o fizerem, esta [ratificação] não chegará ao parlamento”.
Um dia após a decisão de Erdoğan de remover o veto, ele se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que então disse apoiar a venda de jatos F-16 para modernizar a força aérea da Turquia. Biden negou que seu apoio fosse um “quid pro quo” para o acordo de adesão à Otan.
Além de pressionar os EUA pela venda de dezenas de novos caças, Erdoğan usou o encontro para pedir armas adicionais e equipamentos atualizados. (Com informações do Financial Times e Bloomberg).
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