"Estados Unidos deveriam assumir a culpa pelo elevado número de mortos por Covid", escreve jornal chinês em editorial

Os EUA, como o país mais atingido, mas também o mais poderoso, deveriam assumir a culpa. Se a sociedade internacional não tiver capacidade nem determinação para refletir sobre este fiasco, ou se os EUA continuarem a ter uma atitude passiva ou mesmo resistirem à cooperação global na luta contra a pandemia, a humanidade terá de pagar um preço doloroso, escreve o jornal chinês Global Times

Com Covid, Trump tira a máscara ao chegar à Casa Branca
Com Covid, Trump tira a máscara ao chegar à Casa Branca (Foto: Reuters/Erin Scott)
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247 - "O número global de mortos pela Covid-19 ultrapassou um milhão, um dado chocante. Só nos Estados Unidos, o vírus matou mais de 200.000 pessoas, mais do que as mortes somadas de cinco guerras, incluindo as guerras da Coréia e do Iraque. O que é mais doloroso é que a maioria dessas mortes poderia ter sido evitada", afirma em editorial o jornal chinês Global Times.

"Na batalha entre o povo e o vírus, o povo sofreu uma derrota. Os EUA, como o país mais atingido, mas também o mais poderoso, deveriam assumir a culpa. Se a sociedade internacional não tiver capacidade nem determinação para refletir sobre este fiasco, ou se os EUA continuarem a ter uma atitude passiva ou mesmo resistirem à cooperação global na luta contra a pandemia, a humanidade terá de pagar um preço ainda mais doloroso".

"A China é o único país populoso que efetivamente colocou a mortal epidemia sob controle", prossegue o editorial. Este é um resultado notável dos árduos esforços do povo chinês para combater a epidemia. Tentar menosprezar a conquista da China, é algo impulsionado por uma mentalidade doentia e sombria".

"Na luta contra a pandemia atual, ficou claro quem é nosso inimigo. O que também é óbvio é a necessidade de cooperação global para combater o coronavírus. No entanto, permanecem lacunas na cooperação global contra a pandemia. Com a forte disrupção por parte de Washington, as disputas políticas superaram a cooperação da saúde pública, o que levou a mais infecções e mortes".

"Neste momento, quem tenta dividir o mundo com certeza será condenado na história. A administração Trump não conseguiu lidar com o coronavírus de forma eficaz e está dividindo o mundo no auge da pandemia. O que fez se tornará uma grande mancha para o governo dos EUA".

"O mundo enfrenta desafios assustadores no combate à pandemia. Já é outono no hemisfério norte e o inverno não está longe. À medida que a temperatura cai, a pandemia global ganha um novo impulso. Muitos países europeus, que gozaram de alívio por vários dias, enfrentam o impacto da segunda onda da epidemia. O coronavírus está se espalhando na Índia, vizinho do sul da China, a uma velocidade surpreendente. Alguns preveem que a Índia se tornará o país mais afetado pela epidemia. Então, é claro, existem os EUA".

"Enquanto um país não conseguir conter o vírus, a batalha popular contra a pandemia não pode ser declarada uma vitória e as conquistas de prevenção e controle de epidemias da China serão frágeis. O povo chinês tem uma compreensão bastante sóbria disso".

"O mundo está girando em torno da pandemia em 2020. A humanidade acabará por derrotar o coronavírus - ninguém duvida disso. A questão é qual será o preço a pagar. O custo de um milhão de vidas era inimaginável no passado. Alguns especialistas em saúde pública estimam que pode chegar a dois - até três - milhões. O desafio mais urgente que o mundo enfrenta agora é impedir que os números aumentem ainda mais. Que lições foram aprendidas depois de pagarmos um preço tão alto? Que tipo de ajustes o mundo fará? Essas são as chaves para evitar o ressurgimento de uma tragédia global".

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