Estudantes são mortos a tiros após protesto no Chile

Dois estudantes universitários, com idades entre 18 e 25 anos, foram aparentemente mortos por um morador irritado depois que teriam grafitado a parede de seu prédio, na cidade portuária de Valparaíso; "Poderia ter sido qualquer um de nós", disse no Twitter Giorgio Jackson, que ficou famoso como líder estudantil e agora é deputado; "É um sintoma de uma sociedade doente e individualista, que valoriza uma parede mais do que a vida de dois jovens"

Estudantes socorrem colega baleado em manifestação em Valparaíso, no Chile. O estudante morreu a caminho do hospital. 14/05/2015 REUTERS/Pablo Vanni
Estudantes socorrem colega baleado em manifestação em Valparaíso, no Chile. O estudante morreu a caminho do hospital. 14/05/2015 REUTERS/Pablo Vanni (Foto: Roberta Namour)
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SANTIAGO (Reuters) - Dois estudantes foram mortos a tiros na cidade portuária de Valparaíso, no Chile, na quinta-feira à tarde, após uma marcha de protesto mais cedo.

Os dois estudantes universitários, com idades entre 18 e 25 anos, foram aparentemente mortos por um morador irritado depois que os dois teriam grafitado a parede de seu prédio, informou a imprensa, citando a polícia dizendo que o atirador tinha sido preso.

O incidente provocou indignação entre ativistas estudantis, que fazem manifestações regulares exigindo uma educação mais barata e de melhor qualidade na sociedade profundamente desigual do Chile. Às vezes, esses atos acabam em confronto com a polícia.

"Poderia ter sido qualquer um de nós", disse no Twitter Giorgio Jackson, que ficou famoso como líder estudantil e agora é deputado. "É um sintoma de uma sociedade doente e individualista, que valoriza uma parede mais do que a vida de dois jovens."

Os alunos disseram que pretendiam realizar uma vigília nesta quinta-feira à noite em Valparaíso, que está cerca de 120 quilômetros a oeste da capital, Santiago.

(Reportagem de Rosalba O'Brien)

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