EUA condenam ato de agressão da Rússia na Ucrânia

"É um incrível ato de agressão. A Rússia está violando a soberania na Ucrânia. A Rússia está violando suas obrigações internacionais", disse neste domingo o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry; neste sábado, o presidente Barack Obama conversou por telefone durante 90 minutos com Vladimir Putin, a quem disse que "haverá sérias repercussões se esta situação persistir"

President Barack Obama talks on the phone in the Oval Office with Russian President Vladimir Putin about the situation in Ukraine, March 1, 2014.
(Official White House Photo by Pete Souza)
President Barack Obama talks on the phone in the Oval Office with Russian President Vladimir Putin about the situation in Ukraine, March 1, 2014. (Official White House Photo by Pete Souza) (Foto: Gisele Federicce)
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WASHINGTON, 2 Mar (Reuters) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, condenou neste domingo o que chamou de "incrível ato de agressão" promovido pela Rússia na Ucrânia e ameaçou com "repercussões muito sérias" por parte dos EUA e outros países, incluindo sanções econômicas.

"Você simplesmente não se comporta no século 21 como se estivesse no século 19, invadindo outro país com motivos completamente falsos", disse Kerry a um programa da emissora norte-americana de televisão CBS.

Kerry, entretanto, acrescentou que a Rússia ainda tem "um conjunto correto de escolhas" que poderá ser usado para solucionar a crise ucraniana.

"É um incrível ato de agressão. É realmente assombroso que o presidente (Vladimir) Putin tenha optado por invadir outro país. A Rússia está violando a soberania na Ucrânia. A Rússia está violando suas obrigações internacionais", acrescentou o secretário norte-americano.

O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov não comentou as declarações de Kerry, afirmando que o governo russo "não tem comentários neste momento".

O secretário norte-americano afirmou que o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou a Putin, durante uma chamada telefônica de 90 minutos no sábado, que "haverá sérias repercussões se esta situação persistir. O presidente (...) afirmou ao senhor Putin que é imperativo encontrar um caminho diferente, para recolher a invasão e desfazer este ato de invasão".

Kerry disse que as nações do G8 e outros países "estão preparados para isolar a Rússia" e que eles têm uma "ampla gama de opções" disponível.

Eles estão preparados para impor sanções, estão preparados para isolar a Rússia economicamente, o rublo já está desvalorizando. A Rússia tem grandes desafios econômicos", disse Kerry, mencionando também proibições de vistos de viagem, congelamento de ativos e isolamento comercial como possíveis medidas.

Os comentários de Kerry vieram em meio a uma série de condenações a Moscou por parte de Washington e seus aliados. Putin obteve no sábado permissão do Parlamento russo para usar força militar para proteger cidadãos russos na Ucrânia. A permissão fez o Ocidente disparar pedidos para não intervenção russa em território ucraniano.

As forças russas já tomaram controle sobre a Crimeia, uma península isolada no Mar Negro onde Moscou mantém uma base naval.

(Por Will Dunham em Washington, reportagem adicional de Alexei Anishchuk, em Moscou)

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