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EUA dizem que não há 'nenhuma indicação' de que China fará ação militar em Taiwan

"Não vemos nenhuma indicação de que eles vão fazer isso", disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby

Bandeiras da China e de Taiwan retratadas sob a sombra de aviões militares 09/04/2021 REUTERS/Dado Ruvic (Foto: DADO RUVIC)

Sputnik - Os Estados Unidos não veem sinais de que a China esteja pronta para realizar uma ação militar em Taiwan, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, nesta sexta-feira (6).

"Não vemos nenhuma indicação de que eles vão fazer isso", disse Kirby, comentando a possibilidade em um futuro próximo.

Em contrapartida, o porta-voz do Pentágono garantiu que os EUA continuarão a "apoiar Taiwan e sua capacidade de desenvolver suas próprias defesas". "Esses esforços continuarão no futuro", acrescentou ele.

Na semana passada, no dia 29 de abril, a embaixada chinesa em Washington afirmou que os EUA deveriam interromper o fornecimento de armas a Taiwan. Segundo diplomatas chineses, Pequim reserva-se o direito de responder se os EUA intervierem na situação da ilha.

"Os EUA devem [...] cortar interações oficiais e laços militares com Taiwan, parar a venda de armas a Taiwan e tomar ações concretas para cumprir seu compromisso de não apoiar a 'independência de Taiwan'", ressaltou o porta-voz da embaixada da China.

O governo chinês defende Taiwan como parte inalienável de seu território, citando o reconhecimento da República Popular da China pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelos EUA, nos anos 1970, como única representante do território.

Apesar disso, Washington assinou em 1979 um tratado de defesa mútua com Taiwan, que rege a política não diplomática norte-americana com relação à ilha e sob o qual ambos mantêm relações militares bilaterais.