EUA negarão cidadania a imigrantes pobres

O acesso a ajudas sociais passará a ser considerado como um “fator negativo” no processo de imigrantes que querem obter visto permanente nos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pelo diretor interino do Escritório de Serviços de Cidadania e Imigração, Ken Cuccinelli

Presidente dos EUA, Donald Trump.
Presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: REUTERS/Leah Millis)

Da RFI - O acesso a ajudas sociais passará a ser considerado como um “fator negativo” no processo de imigrantes que querem obter visto permanente nos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pelo diretor interino do Escritório de Serviços de Cidadania e Imigração, Ken Cuccinelli, durante uma entrevista coletiva na Casa Branca.

De acordo com o comunicado, publicada pela Casa Branca, os imigrantes que forem considerados “uma carga” para a sociedade terão a permissão para permanecer no território recusada.

Além disso, quem já tiver o chamado “Green Card”, documento que autoriza a permanência, não poderá pedir a nacionalidade. “Há anos, essa exigência clara foi ignorada, aumentando o peso dos impostos para os americanos”, diz o texto.

A medida, que entrará em vigor no dia 15 de outubro, visa os imigrantes que beneficiam, por um período limitado, de ajudas na área da habitação e da alimentação. "Esta ação ajudará a garantir que, se um estrangeiro entrar ou permanecer nos Estados Unidos, ele vá se sustentar, e não depender da assistência social", disse Ken Cuccinelli.

Ele também afirmou que, “com a nova regulamentação, o governo do presidente Trump defende os ideais de autonomia e de responsabilidade individuais, assegurando que imigrantes são incapazes de satisfazer suas necessidades básicas e terem uma vida de sucesso nos EUA”.

A nova legislação “protegerá os contribuintes, preservará o sistema de ajudas sociais para os americanos vulneráveis e respeitará a lei”, de acordo com o documento da Casa Branca. O Centro Nacional Imigrantes Justiça (NILC) anunciou que vai contestar a medida nos tribunais, afirmando que se trata de discriminação racial.

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