EUA planejam apresentar resolução contra Maduro no Conselho de Segurança da ONU

Os EUA planejam votar a favor de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que manifeste "profunda preocupação" com a situação humanitária na Venezuela, incluindo as "recentes tentativas de bloquear a entrega de ajuda humanitária", informou a edição Bloomberg

EUA planejam apresentar resolução contra Maduro no Conselho de Segurança da ONU
EUA planejam apresentar resolução contra Maduro no Conselho de Segurança da ONU

Da Agência Russa Sputnik News - Os EUA planejam votar a favor de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que manifeste "profunda preocupação" com a situação humanitária na Venezuela, incluindo as "recentes tentativas de bloquear a entrega de ajuda humanitária", informou a edição Bloomberg.

Segundo uma cópia do documento obtido pela Bloomberg, a resolução também apela para "o início imediato de um processo político conducente a eleições presidenciais livres, justas e credíveis" na Venezuela.

O documento também acusa o governo de Maduro de causar "um colapso econômico" no país, o que forçou milhões de refugiados e migrantes a deixar a Venezuela "em busca de comida, medicamentos básicos e oportunidades em outros países da região".

Para que a resolução seja aprovada, são necessários nove votos a favor e nenhum voto de oposição de qualquer um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia, EUA, Reino Unido, França e China.
Hoje (10), uma fonte diplomática disse à Sputnik que a Rússia preparou seu próprio projeto de resolução para ser apresentado no Conselho de Segurança da ONU "em apoio à Venezuela".

Anteriormente, a mídia informou que caminhões dos EUA com comida e medicamentos para a Venezuela chegaram à cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta. Entretanto, os caminhões teriam sido bloqueados na ponte fronteiriça Las Tienditas pelos militares venezuelanos para que eles não entrem na Venezuela.

Segundo o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, as declarações sobre a crise humanitária no país são "apenas um disfarce para os planos militares" do governo americano, acrescentando que "toda a crise na Venezuela é resultado da imposição de sanções e de bloqueio financeiro pelos EUA".
A crise política venezuelana se agravou em 23 de janeiro, depois que o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante protestos antigovernamentais realizados nas ruas de Caracas.

O líder da oposição tem sido apoiado pelos EUA, Brasil e outros países. A Rússia, China, México e Turquia estão entre as diversas nações que manifestam seu apoio a Maduro como o chefe de Estado legitimamente eleito do país.

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