EUA querem criar governo no exílio, diz embaixador da Venezuela na Rússia

Os Estados Unidos reconheceram Juan Guaidó como presidente da Venezuela, a fim de criar um "governo no exílio" no país sul-americano, como na Síria, opina o embaixador da Venezuela na Rússia, Carlos Rafael Faria Tortosa, em entrevista nesta quinta-feira (24) à Agência Tass sobre a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de reconhecer Juan Guaidó como "presidente interino" da Venezuela

EUA querem criar governo no exílio, diz embaixador da Venezuela na Rússia
EUA querem criar governo no exílio, diz embaixador da Venezuela na Rússia

247, com HispanTV - Os Estados Unidos reconheceram Juan Guaidó como presidente da Venezuela, a fim de criar um "governo no exílio" no país sul-americano, como na Síria. A opinião é do embaixador da Venezuela na Rússia, Carlos Rafael Faria Tortosa, em entrevista nesta quinta-feira (24) à Agência Tass sobre a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de reconhecer Juan Guaidó como "presidente interino" da Venezuela.

"Agora os EUA terão uma justificativa para as suas ações, de que existem dois governos no país, como fizeram em nossa fraternal Síria com o presidente Bashar al-Assad e seu povo. Eles criaram um governo no exílio que causou grandes perdas, vítimas, demolição da infraestrutura do país árabe, disse o embaixador.

No caso da Síria, grupos de oposição no exílio receberam apoio de vários países, liderados pelos Estados Unidos, em suas tentativas de derrubar o governo de Al-Assad desde o início da crise em 2011.

A missão diplomática venezuelana na Rússia, enfatizou Faría, seguirá as instruções do presidente "constitucional" Maduro, conforme anunciado pelas Forças Armadas do país bolivariano. "Não aceitamos que um presidente autoproclamado nos diga o que fazer", disse ele.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, pediu à oposição venezuelana que tome as ruas e tome "as medidas de um governo de transição", como o próprio Guaidó afirmou.

Em resposta, a Venezuela rompeu relações diplomáticas e políticas com os Estados Unidos e deu 72 horas para a embaixada dos EUA deixar o país.

Em outra entrevista à agência de notícias russa Sputnik, Faría repudiou a política intervencionista "contra o povo e o governo legítimo" da Venezuela e lembrou que o mandato de Maduro deriva do voto popular. "Não há nenhum artigo na Constituição da Venezuela que permita que alguém se declare presidente, como fez a Assembléia Nacional. Não há absolutamente nenhuma situação de vácuo de poder ", disse ele.

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