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EUA trabalharão com a nova administração brasileira na busca por minerais críticos, diz Departamento de Estado

Os Estados Unidos se engajam semanalmente com 14 países membros da Parceria de Segurança Mineral (PSM) para discutir projetos específicos sobre minerais críticos

Lítio (Foto: Reuters)

(Sputnik) - Os Estados Unidos pretendem trabalhar com a nova administração brasileira para explorar formas de facilitar projetos de minerais críticos no país, enquanto a China continua sendo o principal fornecedor desses minerais, afirmou o Subsecretário de Estado para o Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente, Jose Fernandez, durante uma audiência no Congresso na quarta-feira.

"Intencionamos seguir em frente com a nova administração brasileira para explorar formas de desenvolver projetos de minerais críticos. O Brasil pode ser um parceiro muito valioso na busca por minerais críticos", disse Fernandez ao Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA. "Atualmente, a maior parte desses minerais críticos, entre 80% e 90% deles, vêm da República Popular da China (PRC)."

No início de julho, as autoridades brasileiras aprovaram a exportação de minerais de lítio e seus derivados para atrair investimentos adicionais no estado de Minas Gerais, no sudeste do país, com expectativa de atrair US$ 2,76 bilhões em investimentos até 2030 e criar 7.000 novos postos de trabalho.

Fernandez também destacou que os Estados Unidos precisam fazer mais no hemisfério ocidental em relação aos minerais críticos, incluindo o trabalho em projetos relacionados na Argentina, Chile e Peru.

Além disso, Fernandez disse que os Estados Unidos se engajam semanalmente com 14 países membros da Parceria de Segurança Mineral (PSM) para discutir projetos específicos sobre minerais críticos e estão tentando "fazer mais" com a Indonésia, que também possui diversos minerais críticos, acrescentou Fernandez.

Em junho de 2022, os Estados Unidos e seus parceiros anunciaram o estabelecimento da PSM para fortalecer as cadeias de suprimento de minerais críticos. A parceria liderada pelos EUA inclui Austrália, Canadá, Finlândia, França, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Suécia, Reino Unido, Itália, Índia e a Comissão Europeia.