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Ex-chanceler boliviano denuncia perseguição contra líderes de movimentos sociais

O ex-ministro das Relações Exteriores boliviano Diego Pary denunciou que seu país está passando por um clima de perseguição a líderes sociais e ex-membros do governo de Evo Morales

Diego Pary, ex-chanceler da Bolívia (Foto: José Luís Magana/Sputnik)

247 - Em entrevista concedida em Montevidéu ao site russo Sputnik, o ex-chenceler boliviano Diego Pary disse que a situação na Bolívia é incerta e está afetando a estabilidade política, econômica e social do país. 

Ele denunciou que o vice-presidente do Movimento ao Socialismo (MAS) e vários líderes de organizações sociais estão presos e disse que, nessas condições, não há garantias de que o progresso possa ser alcançado no processo eleitoral, informa a Prensa Latina.  

“O que nos preocupa é que, para que um processo livre e transparente possa ser realizado, não podemos continuar a ter pessoas perseguidas e isoladas em embaixadas", disse.  

Pary anunciou que nas próximas semanas retornará ao país para continuar trabalhando, coordenando ações com os movimentos sociais para assegurar a participação destes na camoanha eleitoral. "Nós nascemos dos movimentos sociais e não podemos ficar longe deles em um momento tão importante como este em defesa da democracia".   

Ele disse que, se o povo boliviano e o MAS decidirem, os líderes estão dispostos a enfrentar o desafio e trabalhar para dar à Bolívia uma verdadeira democracia e recuperar a estabilidade econômica, política e social. "O que a Bolívia construiu nos últimos 13 anos é um legado sem precedentes e precisamos estar presentes nos desafios que nosso povo nos propõe", afirmou.