Ex-diretor da Odebrecht confirma pagamentos a Ollanta e Fujimori

O ex-diretor da Odebrecht para América Latina e Caribe Luiz Mameri confirmou que a construtora deu contribuições para as campanhas eleitorais do ex-presidente do Peru Ollanta Humala e de Keiko Fujimori em 2011; Mameri respondeu a um interrogatório com os promotores peruanos Germán Juárez e José Domingo Pérez, que investigam suposta lavagem de dinheiro de Humala e da líder da oposição, por causa de contribuições irregulares às campanhas eleitorais

O ex-diretor da Odebrecht para América Latina e Caribe Luiz Mameri confirmou que a construtora deu contribuições para as campanhas eleitorais do ex-presidente do Peru Ollanta Humala e de Keiko Fujimori em 2011; Mameri respondeu a um interrogatório com os promotores peruanos Germán Juárez e José Domingo Pérez, que investigam suposta lavagem de dinheiro de Humala e da líder da oposição, por causa de contribuições irregulares às campanhas eleitorais
O ex-diretor da Odebrecht para América Latina e Caribe Luiz Mameri confirmou que a construtora deu contribuições para as campanhas eleitorais do ex-presidente do Peru Ollanta Humala e de Keiko Fujimori em 2011; Mameri respondeu a um interrogatório com os promotores peruanos Germán Juárez e José Domingo Pérez, que investigam suposta lavagem de dinheiro de Humala e da líder da oposição, por causa de contribuições irregulares às campanhas eleitorais (Foto: Paulo Emílio)

Agência Brasil - O ex-diretor da Odebrecht para América Latina e Caribe Luiz Mameri confirmou nessa quarta-feira (25) que a construtora deu contribuições para as campanhas eleitorais do ex-presidente do Peru Ollanta Humala e de Keiko Fujimori em 2011, informou o portal de notícias IDL  Reporteros.

Mameri respondeu, em São Paulo, a um interrogatório com os promotores peruanos Germán Juárez e José Domingo Pérez, que investigam suposta lavagem de dinheiro de Humala e da líder da oposição, por causa de contribuições irregulares às campanhas eleitorais.

O ex-diretor disse que recebeu um telefonema de Marcelo Odebrecht, dono da empresa, determinando que fosse feita contribuição de US$ 3 milhões à campanha de Humala em 2011, pleito em que ele superou Fujimori.

Mameri deveria aprovar todos os pagamentos "não contabilizados" com fundos das Operações Estruturadas da empresa. Ao comunicar a ordem ao então superintendente da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, este se opôs, diz o IDL Reporteros. Aparentemente, Barata se opôs por se tratar de "números exorbitantes".

Mameri contou, segundo o site peruano, que em uma conferência com Marcelo Odebrecht e Barata foi acertada também a entrega de US$ 500 mil para a campanha de Keiko Fujimori.

O ex-diretor, no entanto, "não lembrou se sua ordem foi pagar US$ 500 mil a Keiko Fujimori ou aumentar os US$ 500 mil de um número prévio. Mas está claro que ele autorizou o pagamento", afirmou o portal.

Atualmente, Humala e sua esposa Nadine Heredia aguardam que o Tribunal Constitucional decida sobre um habeas corpus para responder ao processo em liberdade.

Keiko Fujimori é investigada por suposta lavagem de dinheiro pela contribuição não declarada de empresas durante as últimas campanhas eleitorais. Entre essas empresas está incluída a Odebrecht, por causa de uma anotação no celular de seu proprietário.

Consultada pela RPP Notícias, a advogada de Fujimori, Giuliana Loza, declarou que Mameri não conÚrmou a entrega de dinheiro. Apenas confirmou que recebeu um e-mail de Barata sobre o pedido de contribuição para a campanha, "sem especificar beneficiários ou valores".

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247