Ex-presidente Uribe defende seu governo de acusações em caso Odebrecht
O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe defendeu seu governo de envolvimento no escândalo da Odebrecht após o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales ter sido formalmente acusado de receber propina da construtora brasileira; neste domingo, em carta enviada ao diretor do jornal "El Espectador", Fidel Cano, e que também publicou no Twitter, Uribe disse que García Morales, acusado de celebração indevida de contratos e enriquecimento ilícito, traiu sua confiança
247 - O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe defendeu seu governo de envolvimento no escândalo da Odebrecht após o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales ter sido formalmente acusado de receber propina da construtora brasileira. Neste domingo, em carta enviada ao diretor do jornal "El Espectador", Fidel Cano, e que também publicou no Twitter, Uribe disse que García Morales, acusado de celebração indevida de contratos e enriquecimento ilícito, traiu sua confiança.
As informações são da agência EFE:
"'García Morales traiu a confiança de meu governo, do ministro Andrés Uriel Galego, de todos aqueles que conheciam suas virtudes profissionais e acadêmicas, e da minha pessoa. Em minha longa vida pública, geri os recursos do Estado com transparência e austeridade', disse o ex-presidente na carta.
O texto, explicou Uribe, foi escrito em resposta ao editorial de hoje do "El Espectador", com o título "O veneno da corrupção" e que cita o problema com a Odebrecht durante o governo do ex-presidente.
Segundo documentos divulgados em dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou US$ 788 milhões em propinas em 12 países da América Latina e da África.
Na última quinta-feira, García Morales foi preso acusado de ter recebido um pagamento de US$ 6,5 milhões para que a Odebrecht vencesse a licitação do trecho dois da Rota do Sol.
Na carta, Uribe reitera que confia que a Procuradoria-Geral irá encontrar todos os que foram subornados nos diferentes contratos com a Odebrecht. Além disso, disse querer saber o nome dos congressistas que envolveram dinheiro e se as campanhas do presidente do país, Juan Manuel Santos, tiveram financiamento da empresa."