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Exército de Israel apresenta plano para iniciar operação terrestre em Rafah

Operação terrestre vai incluir deslocamento de mais de um milhão de pessoas

Netanyahu quer iniciar imediatamente operação terrestre em Rafah (Foto: Roberta Namour)

247 - As forças armadas israelenses apresentaram na noite deste domingo (25) ao Gabinete de Guerra o seu plano para evacuar civis palestinos de Rafah e destruir militarmente o que chamam de últimos batalhões do Hamas na área de Gaza, perto da fronteira egípcia, informa o Jerusalem Post.

No início do dia, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi entrevistado pelo programa "Face the Nation" da CBS sobre a importância de uma operação Rafah para garantir o êxito dos planos militares e de ocupação de Israel. “Não vamos desistir”, disse Netanyahu.

Netanyahu diz que seu exército já destruiu 18 dos 24 batalhões do Hamas, sendo que quatro deles estão concentrados em Rafah, tentando justificar a operação militar que atraiu condenação mundial mesmo antes de ter começado.

É grande a preocupação com o destino de mais de 1,3 milhão de palestinos naquela área, muitos dos quais fugiram para lá para escapar aos bombardeios israelenses no norte de Gaza.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, confirmou à CNN que Israel, Egito e Catar chegaram a um entendimento em Paris sobre os “contornos básicos de um acordo de reféns para um cessar-fogo temporário”.

Haverá agora “discussões indiretas" entre o Catar e o Egito com o Hamas porque, em última análise, eles terão de concordar em libertar os reféns. “Esse trabalho está em andamento. E esperamos que nos próximos dias possamos chegar a um ponto em que haja um acordo firme e final”, afirmou Sullivan

No que diz respeito à operação militar em Rafah, Sullivan sublinhou no programa "Meet the Press" da NBC a importância da aprovação pelo gabinete de guerra de um plano viável para a evacuação de civis palestinos, observando que esta era a única forma de garantir o apoio dos EUA.

“Deixamos claro que não acreditamos que uma grande operação militar deva prosseguir em Rafah, a menos que haja um plano claro e executável para proteger esses civis, levá-los para um local seguro e alimentá-los, vesti-los e abrigá-los. E não vimos um plano como esse”, disse Sullivan.

Netanyahu disse à CBS que Israel já tinha feito mais do que qualquer outra nação faria para preservar a vida civil durante a ofensiva militar contra os palestinos. Cerca de 30 mil palestinos foram mortos em Gaza. Israel diz que dentre estes estão 11 mil combatentes do Hamas.