Extrema-direita boliviana faz violento ataque machista contra prefeita de Vinto

Prefeita Patricia Arce, do partido governista Movimento ao Socialismo (MAS), teve os cabelos cortados, o corpo pintado e foi obrigada a andar descalça pelas ruas da cidade de Vinto sob a escolta de partidários do líder da extrema-direita no país, Luis Fernando Camacho

(Foto: Reuters)

247 - Os confrontos violentos que eclodiram na Bolívia resultantes da discordância da oposição com reeleição do presidente Evo Morales no último dia 20 de outubro deixaram uma pessoa morta e mais de 95 feridos em diversas cidades do país. Na cidade de Vinto, a extrema-direita boliviana agrediu fisicamente e submeteu a prefeita Patricia Arce, do partido governista Movimento ao Socialismo (MAS). A uma sessão de humilhação pública sem precedentes. 

Ela teve os cabelos cortados, foi pintada de rosa e obrigada a caminhar  descalça pelas ruas do município em meio aos gritos de “assassina “por vários quarteirões. A execração pública só acabou horas depois, quando Arce foi resgatada pela Polícia. A prefeitura foi incendiada pelos partidários da oposição comandada por Luis Fernando Camacho.

Os confrontos tiveram início na noite desta quarta-feira (6) e s espelhara, rapidamente pelas cidades de Cochabamba, Quillacollo e Vinto. Os defensofrs de Morales e os opositores se enfrentaram pelas ruas com paus, pedras e bombas artesanais. Na semana passada, confrontos semelhantes deixaram duas pessoas mortas por disparos de armas de fogo em Montero, na região de Santa Cruz. 

O presidente Evo Morales usou o Twitter para lamentar a morte de Limbert Guzmán, em meio à violência desta quarta-feira. Morales disse que o jovem  foi uma “vítima inocente da violência promovida por grupos políticos que estimulam o ódio racial entre irmãos bolivianos”. A irmã do jovem morto relatou que ele havia sido pago por partidários de Camacho para participar dos protestos contra Morales. 

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