Favre, aquele, acusado de espionagem no Peru

Argentino que atuou no Brasil fez campanha vitoriosa do presidente Humala, amplia influncia no grupo de poder e atacado pela imprensa do Pas at como integrante do servio secreto; "ele veio especialmente para dividir a esquerda peruana", diz congressista

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Favre, aquele, acusado de espionagem no Peru (Foto: Divulgação)


247 - Para boa parte dos observadores políticos do Peru, o governo do país está rachado. E o culpado disso tem nome e sobrenome, cujos brasileiros, especialmente os petistas, conhecem muito bem: Luis Favre. O ex-marido de Marta Suplicy, que ajudou o presidente esquerdista Ollanta Humala a vencer no Peru e se transformar numa espécie de consigliere do Chefe do Governo, começa a ser atacado por jornais de lá, que o comparam ao que foi o assessor Wladimiro Montesinos para o governo Fujimori, chegando a chamá-lo de Luis Montesinos.

De posse de um passaporte brasileiro, o argentino Favre seria ligado também ao serviço secreto peruano, de acordo com os analistas, e estaria intermediando negócios de empresas daqui no Peru. Pelo jornal Peru 21, a vice-presidente Marisol Espinoza quer saber quanto ganha Favre e quem paga por seus serviços. O que aconteceu, durante anos, no Brasil – mas ninguém conseguiu descobrir.

Felipe Belisario Wermus (seu verdadeiro nome), de 62 anos, foi assessor de imagem de Humala na campanha eleitoral que o levou à Presidência este ano. Chegou ao Peru por recomendação do PT quando Humala se aproximou do ex-presidente brasileiro Lula com o objetivo de perder a imagem de "chavista" que tinha, por sua proximidade com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em 2006.

A esquerda peruana tem lembranças ruins do petista, segundo revelou o congressista Javier Diez Canseco. Favre, que também possui a nacionalidade brasileira, foi um dos artífices da campanha que levou Lula à vitória. “Favre chegou a Lima vindo do Brasil nos anos 80 enviado pela Quarta Internacional trotskysta especialmente para dividir a esquerda peruana, que surgia como uma força importante”, ressaltou Diez Canseco. “Ele teve um papel muito importante nessa divisão”, lembrou.

Para parte da grande mídia nacional, Luís Favre está para o PT assim como Grigori Rasputin estava para a família imperial russa. O petista mantém um blog dentro do portal iG, onde faz comentários sobre cultura, economia, sociedade e política.

Com informações do portal Panorama Mercantil.

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