Férias econômicas, em qualquer parte do mundo

Troca de casas a nova tendncia na Europa para viajar sem gastar com hospedagem. Com 80 euros anuais, possvel fazer um intercmbio temporrio em 130 pases pelo mundo, como no filme O amor no tira frias

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Roberta Namour, correspondente do 247 de Paris – É preciso, antes de mais nada, desprendimento. Aceitar que desconhecidos durmam na sua cama, abram seus armários. Não por curiosidade, mas simplesmente porque procuram uma panela para cozinhar o macarrão, ou toalhas para ir à praia. Enquanto isso, você está na casa deles, seja em Lille, Paris, Barcelona, Amsterdam ou New York, dormindo em suas camas, abrindo seus armários. Esse é o princípio da troca de casas: você confia a própria moradia - e as vezes o carro - a uma família até então desconhecida, selecionada por um site especializado, como no filme “O amor não tira férias”, estrelado por Jude Law e Cameron Diaz. Em contrapartida, por 80 euros anuais é possível passar férias no outro canto do mundo gratuitamente. Apenas o site Trocmaison possui mais de 37 mil membros em 130 países. Nos últimos 5 anos, a prática tem registrado um crescimento anual de 40%. E os franceses são os campeões mundiais nessa modalidade.

O conceito não é uma novidade. Nascido nos anos 50, no entanto, ele parece ter conquistado uma segunda geração nos últimos anos – em grande parte influenciado pela crise econômica. Uma família de quatro pessoas gastaria em média 1,6 mil euros por semana para se hospedar em Nice durante o verão, por exemplo. Nesses tempos de recessão, gastar tal soma parece pouco provável, levando em consideração o custo a mais de alimentação e despesas pessoais. A troca de casas aparece como uma alternativa ideal para esse problema. Além da hospedagem gratuita, é possível usar a cozinha para comer em casa, o carro emprestado e ainda outros atrativos. Em regiões próximas a estações de esqui, é comum encontrar equipamentos disponíveis dentro da casa. O aluguel de acessórios de esqui custaria em média 100 euros por pessoa, por semana. « Isso nos permite tirar férias de três a quatro vezes por ano, mesmo com três filhos », explica Robert Vicent, que é membro do Trocmaison desde 2005 e já fez 18 intercâmbios de casas.

Não é preciso ser proprietário para entrar no sistema. Os sites partem do princípio que qualquer um pode emprestar sua moradia para um « amigo ». Segundo Françoise em um depoimento num site de troca de casas, a grande vantagem é de partir a outra região e mesmo assim se sentir em casa. Ela já tem 40 estadias do tipo em seu currículo. Para evitar qualquer tipo de inconveniente, Alexandra Origet du Cluzeau, diretora do HomeExchangeGold.com, sugere aos membros guardar objetos de valor e papéis pessoais em um local protegido. Mas segundo ela, a taxa de problemas é quase ínfima. As pessoas não costumam fazer algo que não gostariam que fizessem em suas casas.

Outra tendência para passar férias sem gastar com hospedagem tem invadido a Europa. O home-sitting, surgido nos Estados Unidos, possui o mesmo princípio do baby-sitting. Ou seja, o conceito consiste em cuidar não de uma criança, mas de uma casa ou apartamento na ausência dos donos. Por sua vez, os home-sitters são hospedados gratuitamente. Se casa tiver conexão wi-fi, o uso é liberado. Apenas os gastos com transporte e telefone ficam por conta do residente temporário. Os proprietários não precisam se preocupar com a segurança da casa e os que se hospedam não pagam nada por isso.

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