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FMI: desigualdade atinge pior nível em décadas

Estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que a distância entre ricos e pobres, especialmente nos países ricos, está "em seu nível mais alto em décadas"; entre as causas estão "a flexibilidade" das regulamentações do mercado de trabalho e a decadência dos sindicatos, que teriam limitado as habilidades de negociação dos trabalhadores; avanços tecnológicos também teriam contribuído com a penalização de trabalhadores de baixa escolaridade; na contramão do estudo, o Brasil foi apontado recentemente pela OCDE como exemplo de avanços na redução da desigualdade social

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247 - Estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicado nessa segunda-feira, 15, alerta que a desigualdade social entre ricos e pobres, especialmente nos países ricos, está "em seu nível mais alto em décadas".

De acordo com o relatório divulgado pela instituição, conhecida por sua defesa da ortodoxia financeira e da liberalização econômica, "a flexibilidade" das regulamentações do mercado de trabalho e a decadência dos sindicatos teriam reforçado a desigualdade de renda, limitando as habilidades de negociação dos trabalhadores.

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"Mais flexibilidade nas regras de contratação e demissão, salários mínimos mais baixos (...) e sindicatos menos poderosos estão associados a uma maior desigualdade", indica o estudo, que não reflete a posição oficial do FMI.

Os avanços tecnológicos também teriam contribuído com a penalização de trabalhadores de baixa escolaridade, acrescentam os especialistas.
Segundo cálculos do FMI, o crescimento econômico é menor em médio prazo (-0,08 ponto) quando as receitas dos 20% mais ricos aumentam em 1%. Em contraste, um aumento equivalente na receita dos 20% mais pobres estimularia o crescimento em quase 0,4 ponto percentual.

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Além disso, "um período prolongado das desigualdades nas economias avançadas esteve associado à crise financeira (de 2008-2009) ao reforçar o efeito de endividamento (...) e permitir que lobistas pressionassem pela redução da regulação financeira", completa o relatório, que argumenta que a riqueza seria mais bem distribuída se fosse baseada em impostos sobre o patrimônio e sobre a propriedade imobiliária, com o reforço da luta contra a evasão fiscal.

Brasil é exemplo na redução de desigualdades

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No fim do mês de maio, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou relatório em que aponta o Brasil como um dos países que conseguiram reduzir os níveis de desigualdade social nos últimos anos.

De acordo com o estudo, o Brasil conta com um coeficiente de Gini – índice usado para medir a desigualdade de renda – de 0,56, menor que os 0,60 apresentados na década de 90. Entre as causas da redução da diferença entre ricos e pobres, segundo a organização, está a valorização do salário mínimo, ampliação do acesso à educação e a execução de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família (leia mais).

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