Franceses derrotam Macron e impedem reforma da Previdência na França
O governo francês, do presidente Emmanuel Macron, disse em uma carta aos sindicatos e a empregadores que está disposto a abandonar os planos de aumentar a idade mínima para receber o benefício completo de aposentadoria em dois anos, para 64, se determinadas condições forem atendidas

PARIS (Reuters) - O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, ofereceu neste sábado (11) uma grande concessão aos sindicatos que contestam a proposta de reforma da Previdência do governo, em uma ação que visa acabar com greves que entraram na quinta semana.
Philippe disse em uma carta aos sindicatos e a empregadores que está disposto a abandonar os planos de aumentar a idade mínima para receber o benefício completo de aposentadoria em dois anos, para 64, se determinadas condições forem atendidas.
Ele ofereceu a concessão depois que as negociações entre o governo e os sindicatos falharam na sexta-feira para romper o impasse. O sindicato CFDT, o maior da França, elogiou a medida, dizendo em um comunicado que mostrava “a vontade do governo de encontrar um acordo”.
A concessão foi anunciada enquanto dezenas de milhares de manifestantes marcham pelo leste de Paris contra a reforma, que visa substituir os diversos modelos específicos de aposentadoria da França por um único modelo baseado em pontos.
O protesto se tornou violento, com a polícia disparando gás lacrimogêneo e grupos quebrando janelas e ateando fogo a lixeiras e outdoors.
O impasse do governo com os sindicatos é o maior desafio até o momento ao projeto do presidente Emmanuel Macron de reformar a segunda maior economia da zona do euro.
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