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França pode reconhecer a Palestina

Nicolas Sarkozy afirma que se nos prximos meses o processo de paz com Israel no avanar, Paris assumir a questo do reconhecimento do Estado Palestino

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Roberta Namour, correspondente do 247 em Paris

A França poderá reconhecer a Palestina até o final do ano. É o que diz o presidente Nicolas Sarkozy. O País pretende transformar uma conferência de doadores para o futuro Estado Palestino, previsto para o final de junho em Paris, em um encontro político para relançar o processo de paz, indicou o ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé. Ainda esta semana, Sarkozy tentará convencer o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu de que a atual situação é insustentável. « Mas se o governo de Israel não se der conta das consequências das mudanças geoestratégicas que acontecem a sua volta, Israel terá sérias dificuldades. O Egito de hoje não é mais o Egito de Mubarak », afirma Juppé.

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Para o presidente francês, a paz entre Israel e Palestina, no entanto, não acontecerá sem um maior envolvimento dos Estados Unidos – que atualmente não têm feito muitos esforços nesse sentido. « Mas os americanos não conseguirão isso sozinhos », afirma Sarkozy. O presidente francês reiterou que a Europa, o maior doador de fundos da Palestina, não pode continuar a ser um anão político neste caso. A ideia de Paris é chegar ao mês de setembro, quando a questão do reconhecimento do Estado Palestino for apresentada a ONU, com a certeza de que tudo foi feito para isso. « Se o processo de paz for retomado durante o verão, a França entenderá que o entendimento cabe aos protagonistas. Mas se a situação continuar parada até setembro, a França assumirá as responsabilidades sobre a questão central do reconhecimento do Estado da palestina », alertou Nicolas Sarkozy.

Mesmo com as declarações de Nicolas Sarkozy, a Alemanha enfatizou que não irá reconhecer um Estado palestino sem a aceitação de Israel. Em uma nota, Berlim diz que a posição do governo alemão segue a mesma de Angela Merkel depois de uma conversa com o premiê israelense em abril: « um reconhecimento unilateral não contribuiria com o objetivo de uma solução de dois Estados ».

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Na semana passada, o Egito intermediou o possível acordo entre o grupo islâmico Hamas, que administra a Faixa de Gaza, e o Fatah, que lidera a Autoridade Palestina. O pacto prevê a criação de um governo de unidade transitória para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, substituindo as atuais administrações lideradas pelo Fatah e Hamas. Enquanto o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu vê essa reaproximação como um obstáculo à paz, Sarkozy encara o fato como um grande passo. « Sem a reconciliação palestina, nada seria possível », diz o presidente francês. Já o Quarteto pela paz no Oriente Médio, formado pelos Estados Unidos, ONU, União Europeia e Rússia, afirma que o Hamas só será legitimado como um partido quando renunciar a violência e aceitar o reconhecimento de Israel e dos acordos prévios assinados entre o estado judeu e a Autoridade Palestina.

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