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França proíbe manifestação em Paris e revolta sindicatos

Polícia francesa proibiu uma manifestação em Paris, um dia antes de um protesto convocado por sindicatos trabalhistas com a presença esperada de dezenas de milhares de pessoas, criando um impasse que pode resultar em violência caso a marcha seja realizada; episódios de violência ocorridos às margens dos protestos vêm pressionando a polícia, que já está sobrecarregada pelo estado de emergência vigente no país desde os ataques de militantes islâmicos em Paris em novembro

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Polícia francesa proibiu uma manifestação em Paris, um dia antes de um protesto convocado por sindicatos trabalhistas com a presença esperada de dezenas de milhares de pessoas, criando um impasse que pode resultar em violência caso a marcha seja realizada; episódios de violência ocorridos às margens dos protestos vêm pressionando a polícia, que já está sobrecarregada pelo estado de emergência vigente no país desde os ataques de militantes islâmicos em Paris em novembro (Foto: Paulo Emílio)
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Reuters - A polícia da França proibiu nesta quarta-feira uma manifestação em Paris, um dia antes de um protesto convocado por sindicatos trabalhistas com a presença esperada de dezenas de milhares de pessoas, criando um impasse que pode resultar em violência caso a marcha seja realizada.

Esquerdistas repudiaram o que viram como a primeira proibição de um protesto apoiado por um sindicato desde o início dos anos 1960, quando manifestantes morreram em confrontos com policiais durante uma passeata proibida pelo então chefe da polícia de Paris.

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A decisão veio na esteira de um colapso nas negociações entre o governo e os líderes das centrais sindicais CGT e Force Ouvrière (FO), que recusaram propostas para realizar uma manifestação em uma grande praça, mas não pelas ruas da capital francesa.

Os episódios de violência ocorridos às margens dos protestos vêm pressionando uma força policial já sobrecarregada com as exigências do estado de emergência vigente no país desde os ataques de militantes islâmicos em Paris em novembro.

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"Após um exame cuidadoso, estas propostas alternativas não abordam nem as necessidades de segurança das pessoas e das propriedades, nem as exigências de recursos policiais em vista da ameaça terrorista", informou um comunicado do departamento de polícia.

"Nestas condições, o chefe de polícia acredita que não tem escolha além de proibir a manifestação".

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