Fukushima é “bombardeada” com água

Com a presso internacional crescendo, o Japo usa todos os meios para conter risco de exploso nuclear

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O Japão está lançando mão de todos os meios para resfriar os reatores da Usina de Fukushima, principal polo de risco de uma catástrofe nuclear no Japão depois do terremoto que varreu a região nordeste do país. Depois dos “bombardeios” de água com helicópteros, os técnicos agora começaram a utilizar canhões d'água para acentuar o resfriamento. A medida vem depois que a pressão internacional, sobretudo dos Estados Unidos, ter aumentado bastante. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que o país não tem mais controle sobre a situação.

Um canhão d'água já começou a atirar água sobre reator nuclear 3 da usina, que está superaquecido. Segundo o ministro da Defesa japonês, Toshimi Kitazawa, as operações na usina serão reforçadas hoje porque o governo considera o dia como a data limite para que se contenha, de vez, a crise em Fukushima. Helicópteros da Marinha japonesa despejaram um grande volume de água nesta quinta-feira sobre os reatores 3 e 4, os mais comprometidos. Os aparelhos, do tipo CH-47 Chinook, sobrevoaram a central e jogaram, em quatro passadas, 7.500 litros de água sobre eles. O nível de radioatividade em torno da usina, porém, permaneceu inalterado. Tentativas anteriores também fracassaram.

“Nossa maior prioridade agora é verter uma quantidade adequada de água aos reatores 3 e 4, especialmente nas suas piscinas de combustível usado. O próximo passo deverá ser recuperar o fornecimento de energia elétrica”, afirmou Hidehiko Nishiyama, porta-voz da Agência de Segurança Nuclear e Industrial. Outros países também estão enviando ajuda ao país. Hoje, um avião carregado de material e produtos químicos para deter o processo de fusão nuclear dos reatores do complexo atômico, enviado pela França, deve chegar ao Japão.

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