Funcionários da ONU fogem do Iêmen

Enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Jamal Benomar, e mais de 300 pessoas, entre funcionários da instituição, colaboradores, representantes de empresas internacionais e famílias, preparam-se para abandonar o país árabe

Enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Jamal Benomar, e mais de 300 pessoas, entre funcionários da instituição, colaboradores, representantes de empresas internacionais e famílias, preparam-se para abandonar o país árabe
Enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Jamal Benomar, e mais de 300 pessoas, entre funcionários da instituição, colaboradores, representantes de empresas internacionais e famílias, preparam-se para abandonar o país árabe (Foto: Paulo Emílio)

O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Jamal Benomar, e mais de 300 pessoas, entre funcionários da instituição, colaboradores, representantes de empresas internacionais e famílias, preparam-se para abandonar o país árabe.

Fonte da ONU confirmou à agência Efe que todos estão a bordo de três aviões na pista do Aeroporto Internacional de Sanaa e devem seguir viagem em algumas horas.

Benomar viajará primeiro para Adis Abeba, devendo deslocar-se imediatamente para o Egito a fim de participar da cúpula árabe, que começou hoje (28) na localidade de Sharm el Sheik.

A saída dos estrangeiros do país ocorre no pico da escalada de violência no Iêmen, onde uma coligação árabe – liderada pela Arábia Saudita – começou na semana passada a bombardear posições dos rebeldes huties.Os outros dois aviões têm como destino o Djibuti, acrescentou a mesma fonte.

O próprio aeroporto de Sanaa foi alvo de bombardeiros na última noite e as autoridades tiveram de reparar danos provocados pelos ataques em uma das pistas.

Benomar mediou nos últimos meses a crise entre o presidente iemenita, Abdo Rabu Mansur Hadi, e o movimento xiita dos huties, que tomou o poder em fevereiro.

No dia 22 deste mês, o enviado especial advertiu para a grave deterioração da situação no Iêmen e disse que o conflito poderia resultar em algo similar ao que se vive no Iraque, na Síria e na Líbia.

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