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Fundador do Wikileaks completa 3 anos de refúgio em embaixada

O fundador do Wikileaks, Julien Assange, completa nesta sexta-feira (19) três anos de refúgio na Embaixada do Equador em Londres, sem que tenha sido interrogado pela Justiça sueca sobre acusações de crimes sexuais ou que seu caso tenha sido resolvido; Ministério Público sueco aceitou em março ir a Londres ouvir o australiano, de 43 anos, que nega as acusações e se recusa a ir à Suécia por temer ser extraditado para os Estados Unidos; Assange pediu asilo político ao Equador, convicto de que se viajasse para a Suécia para ser ouvido seria extraditado para os Estados Unidos, que o querem processar pela divulgação de milhares de documentos diplomáticos e militares confidenciais, no caso Wikileaks

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O fundador do Wikileaks, Julien Assange, completa nesta sexta-feira (19) três anos de refúgio na Embaixada do Equador em Londres, sem que tenha sido interrogado pela Justiça sueca sobre acusações de crimes sexuais ou que seu caso tenha sido resolvido; Ministério Público sueco aceitou em março ir a Londres ouvir o australiano, de 43 anos, que nega as acusações e se recusa a ir à Suécia por temer ser extraditado para os Estados Unidos; Assange pediu asilo político ao Equador, convicto de que se viajasse para a Suécia para ser ouvido seria extraditado para os Estados Unidos, que o querem processar pela divulgação de milhares de documentos diplomáticos e militares confidenciais, no caso Wikileaks (Foto: Paulo Emílio)
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Agência Brasil - O fundador do Wikileaks, Julien Assange, completa hoje (19) três anos de refúgio na Embaixada do Equador em Londres, sem que tenha sido interrogado pela Justiça sueca sobre acusações de crimes sexuais ou que seu caso tenha sido resolvido.

Para fazer avançar o processo, o Ministério Público sueco aceitou em março ir a Londres ouvir o australiano, de 43 anos, que nega as acusações e se recusa a ir à Suécia por temer ser extraditado para os Estados Unidos.

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Segundo Assange, uma audiência com a procuradora sueca Marianne Ny, prevista para quarta-feira (17), foi anulada. "É impossível manter a confiança na magistrada nessas circunstâncias", afirmou em comunicado divulgado terça-feira.

A anulação não foi confirmada pelo Ministério Público sueco que, na segunda-feira, anunciou ter apresentado um pedido oficial às autoridades do Reino Unido para ouvir Assange em Londres, em junho e julho.

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Dois dias depois, o Ministério dos Negócios Estrangeiros equatoriano informou que avalia o pedido "em um espírito de cooperação judicial".

Em causa, estão uma alegação de violação e outra de agressão sexual apresentadas por duas mulheres suecas em 2010. Até agora, ele não foi formalmente acusado e recusa essas acusações, argumentando que as relações sexuais mantidas foram consensuais.

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Em junho de 2012, quando perdeu o processo de extradição no Reino Unido, pediu asilo político ao Equador, convicto de que se viajasse para a Suécia para ser ouvido seria extraditado para os Estados Unidos, que o querem processar pela divulgação de milhares de documentos diplomáticos e militares confidenciais, no caso Wikileaks.

Com mandado de detenção europeu emitido desde então, Assange não pode sair da embaixada equatoriana porque seria imediatamente detido pela polícia britânica e entregue à Justiça sueca.

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O reforço da vigilância da embaixada pela polícia britânica, desde que Assange está refugiado no local, custou em três anos cerca de 10 milhões de libras (14 milhões de euros), segundo a imprensa britânica.

Assange tem comparado a vida na embaixada à vida em uma estação espacial. A área que ocupa, um escritório e uma área de habitação, dispõe de chuveiro, micro-ondas e uma lâmpada solar, além de ligação à internet.

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"Ele não vê o sol há três anos porque a embaixada não tem qualquer espaço exterior. Os seus direitos têm sido gravemente violados", afirmou a Wikileaks.

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