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Fúria anti-EUA mata embaixador na Líbia

Em revolta à circulação de um filme que supostamente insulta o profeta Maomé, no dia de mais um aniversário do 11 de setembro de 2001, multidões armadas atacaram com fúria representações diplomáticas dos EUA na Líbia e no Egito; em Benghazi, embaixador John Christopher Stevens termina morto; como o país de Obama vai reagir?; com mais guerra?

Fúria anti-EUA mata embaixador na Líbia (Foto: Reuters)
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Renata Giraldi, da Agência Brasil – O embaixador dos Estados Unidos na Líbia, John Christopher Stevens, morreu durante um ataque ao consulado norte-americano na cidade de Benghazi, na noite desta terça-feira 11. A informação foi confirmada hoje por autoridades do governo líbio. O consulado foi invadido por homens armados, que ainda não foram identificados. Eles atiraram bombas antes de atear fogo na representação diplomática.

As primeiras informações indicam que Stevens morreu asfixiado durante o incêndio. O prédio da representação diplomática fiou destruído. O ataque foi uma reação de alguns países islâmicos à circulação, na internet, de trechos de um filme que supostamente insulta o profeta Maomé.

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De acordo com informações preliminares, o vídeo foi produzido por um californiano de 52 anos, chamado Sam Bacile, e promovido por um expatriado egípcio copta, uma etnia da região que prega o cristianismo. Os dois são descritos como tendo posturas críticas ao Islã. Um trailer do filme de baixo orçamento foi postado no YouTube, traduzido para o árabe.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, condenou o ataque. "Os Estados Unidos lamentam qualquer esforço para denegrir crenças religiosas, mas me deixe ser clara: nunca há qualquer justificativa para atos violentos como esse", disse ela, em um comunicado.

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Inicialmente, o ministro do Interior da Líbia, Wanis Al Sharif, disse que um funcionário norte-americano foi morto e outro foi ferido na mão e que vários funcionários do consulado foram retirados por medida de segurança.

A representação diplomática norte-americana na capital do Egito, Cairo, também foi atacada ontem. Os manifestantes alegaram também os insultos mostrados no filme como motivo da ação. No protesto, os manifestantes rasgaram a bandeira norte-americana, que estava a meio mastro em lembrança ao 11 de Setembro, e colocaram cartazes islâmicos no lugar.

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