Garcia: governo do Brasil não vê instabilidade na Venezuela

Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia disse que o governo brasileiro lamenta o estado de saúde do presidente da Venezuela, Hugo Chávez: "Estamos penalizados com esta situação, todos sabem do apreço que o governo brasileiro tem pelo presidente Chávez"

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Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse hoje (7) que o estado de saúde do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é grave e não há como fazer previsões. Segundo o assessor, o governo brasileiro "não vê instabilidade política" na Venezuela. Garcia esteve em Havana, onde Chávez está em tratamento contra o câncer, nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro para ter mais informações sobre a saúde do venezuelano.

Em relação à possibilidade de Hugo Chávez não comparecer à cerimônia de posse para novo mandato, prevista para a próxima quinta-feira (10), Garcia disse que a Constituição venezuelana dá um prazo de 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias para assumir o cargo, caso não seja declarada a impossibilidade, para que, só então, sejam convocadas novas eleições presidenciais pela Assembleia (Parlamento). Em caso de morte ou impossibilidade, as eleições devem ser convocadas no prazo de 30 dias.

Garcia disse que, nos dias em que esteve em na capital cubana, houve estabilidade no quadro de saúde do presidente Hugo Chávez, mas não há previsão sobre como ele evoluirá. "A informação que eu tive é que o estado dele era um estado grave e que, portanto, qualquer previsão era algo impossível de ser feito". O assessor disse que, segundo representantes diplomáticos da Venezuela e da Embaixada brasileira, o quadro de saúde de Chávez não mudou nos últimos dias.

"Pude me inteirar da situação grave da saúde do presidente Chávez, que naquele momento estava enfrentando uma batalha muito difícil depois da operação complexa que ele havia sofrido e que tinha provocado, como sequela, uma infecção respiratória", disse Garcia. De acordo com o assessor, o presidente venezuelano não estava recebendo visitas, mas obteve infomações em "demoradas conversas" com o presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente cubano, Raúl Castro, e o ex-presidente cubano Fidel Castro.

Garcia disse que o governo brasileiro lamenta o estado de saúde do presidente da Venezuela, país que se juntou, recentemente, ao Mercosul. "Estamos penalizados com esta situação, todos sabem do apreço que o governo brasileiro tem pelo presidente Chávez, pelo apreço pessoal que membros do governo brasileiro têm pelo presidente Chávez e, portanto, nós vemos isso como algo lamentável."

O assessor estava passando férias com o filho, a nora e o neto no México, onde passaria o reveillon, quando recebeu a incumbência da presidenta Dilma Rousseff de ir pessoalmente a Havana. "A presidenta Dilma considerou que era útil que eu fosse a Cuba para eu ter mais antecedentes sobre a saúde do presidente Chávez", disse.

 

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