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Governo argentino atravessa momento difícil, com derrota eleitoral e crise interna

Derrota eleitoral abre grave crise política no governo do presidente Alberto Fernandez

Alberto Fernández e Cristina Kirchner (Foto: Agustín Marcarian/Reuters)

247 - Em uma das semanas mais convulsionadas do ano, o governo argentino liderado pelo presidente Alberto Fernandez, atravessa um momento difícil de crise interna. Em meio a contradições políticas na cúpula do governo, ainda são feitos apelos à unidade

O governo de Alberto Fernandez sofreu uma dura derrota nas eleições primárias do último domingo (12), o que revelou graves deficiências, a insatisfação popular e contradições internas na equipe de governo. 

Pelo menos 10 altos funcionários do governo, incluindo cinco ministros, colocaram seus cargos à disposição. O presidente Fernandez ainda não decidiu sobre a demissão desses quadros. Disse apenas que não abre mão de sua autoridade diante das críticas. 

Nas últimas 48 horas, houve momentos muito tensos após o dia das eleições e em um rio turbulento, alguns oradores da oposição também saíram com seu discurso verbal usual para colocar mais fogo na lenha, informa a Prensa Latina.

O presidente cancelou sua viagem ao México para a cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, onde era esperado, já que a Argentina aposta em assumir a presidência pro tempore em 2022.

Segundo informações de diversos meios de comunicação, o chanceler Felipe Solá o substituirá na reunião. 

Nesta quinta-feira (16) a vice-presidente Cristina Fernndez, que governou o país por dois mandatos, se posicionou diante da derrota e da crise, com severas críticas à gestão de Alberto Fernandez, indicado por ela como candidato nas últimas eleições presidenciais. 

O presidente destacou, entre outras coisas, que foi eleito para enfrentar os problemasdo país e destacou que a sua coalizão de governo deve ouvir a mensagem das urnas e agir com responsabilidade.

Cristina Fernandez pediu ao presidente para honrar a vontade do povo argentino e lembrou que, ao tomar a decisão de propor Fernández como candidato, o fez com a convicção de que era o melhor para o país.

Em sua carta, ela frisou que manteve várias conversações com o presidente, advertindo para equívocos em sua gestão e para a iminência da derrota eleitoral.