Governo Biden impõe novas sanções contra Cuba, desta vez em forças policiais

Decisão foi tomada em resposta às ações do governo de Havana sobre os manifestantes

Presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, e dos EUA, Joe Biden, mais protestos contra o governo cubano ao fundo
Presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, e dos EUA, Joe Biden, mais protestos contra o governo cubano ao fundo (Foto: Reuters)
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Sputnik – Os EUA impuseram novas sanções a Cuba, sendo os principais alvos a força policial cubana e dois de seus líderes, em resposta às ações do governo de Havana sobre os manifestantes.

A decisão da implementação de novas sanções contra o país caribenho foi tomada ao mesmo tempo em que o presidente dos EUA, Joe Biden, se preparava para reunir-se com líderes norte-americanos de origem cubana na Casa Branca.

Participaram da reunião desta sexta-feira (30) entidades como Yotuel Romero, vocalista do grupo cubano Orishas e autor de "Patria y Vida", uma canção que se tornou o hino dos manifestantes contra o atual governo de Cuba; Ana Sofia Pelaez, fundadora do Miami Freedom Project; e o ex-prefeito de Miami, Manny Diaz.

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O Departamento do Tesouro dos EUA disse que as sanções implementadas são uma resposta às "ações [do governo cubano] para suprimir os protestos pacíficos e pró-democráticos em Cuba, que começaram em 11 de julho".

Os protestos ocorridos em 11 de julho representam a maior manifestação contra o governo de Havana em décadas. Até o momento, ainda não está claro quantas pessoas foram detidas, embora as autoridades nacionais tenham afirmado que houve 19 julgamentos envolvendo 59 pessoas, relata a agência AP.

A autoridade norte-americana informou que os alvos das sanções são dois líderes das forças policiais cubanas, bem como a Força Nacional do Ministério do Interior de Cuba.

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Biden, por seu lado, já havia prometido sanções adicionais contra os líderes de Cuba, uma decisão apoiada por muitos cidadãos norte-americanos de origem cubana. Do mesmo jeito, o líder dos EUA deverá discutir planos para aumentar os funcionários na embaixada dos EUA no país caribenho, de modo a conseguir prestar maior assistência ao seu povo.

A administração Biden já estaria buscando formas de restabelecer a ligação à Internet no país. José Miguel Vivanco, diretor da Human Rights Watch para as Américas, disse que proteger o acesso à Internet em Cuba deve ser uma das principais prioridades do governo de Joe Biden. 

Adicionalmente, o desenvolvimento das políticas de Biden com relação a Cuba poderá ditar o aumento de apoio de latino-americanos ao presidente democrata.

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