Governo Bolsonaro recusa aliança com Índia e África do Sul contra patentes na vacina da Covid-19

O governo brasileiro não pretende se unir a uma proposta da Índia e da África do Sul que sugere uma suspensão de patentes para vacinas, testes, tratamentos e qualquer outra tecnologia que sirva para frear a covid-19

Bolsonaro e vacina
Bolsonaro e vacina (Foto: Reuters)
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247 - O jornalista Jamil Chade, em sua coluna no portal UOL, afirma que “o governo brasileiro não pretende se unir a uma proposta da Índia e da África do Sul que sugere uma suspensão de patentes para vacinas, testes, tratamentos e qualquer outra tecnologia que sirva para frear a covid-19

Segundo o jornalista, “o acesso às inovações para responder à pandemia se transformou em uma disputa bilionária, com elementos de geopolítica e deixando dezenas de países sem estoques, sem fornecimento e sem recursos”.

“De acordo com a organização Oxfam, os países ricos já reservaram ou compraram metade da produção prevista de vacina, enquanto outras entidades alertam que tratamentos hoje são restritos para apenas alguns locais do mundo”, acrescenta. 

Ele explica que a “a proposta dos dois países emergentes, portanto, visa a romper com essa realidade e foi apresentada à OMC (Organização Mundial do Comércio) no dia 2 de outubro. No dia 15, uma primeira reunião em Genebra (Suíça) irá debater o projeto”. 

O jornalista conversou com Celso Amorim, ex-chanceler brasileiro e o diplomata que foi um dos artífices de um acordo na OMC para garantir a flexibilidade para as patentes de remédios.

Segundo Amorim, a rigor, os tratados internacionais poderiam ser suficientes para garantir o acesso aos produtos para enfrentar a pandemia. "Mas, num momento tão dramático, é necessário que se explicite isso", declarou.

Em sua avaliação, a atitude dos indianos e africanos é "um movimento político importante" para os países em desenvolvimento, num momento em que países ricos continuam a questionar qualquer tipo de flexibilidade na questão da proteção de patentes.

 

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