Governo do Brasil pede garantia de segurança e direitos da população de Nagorno-Karabakh
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que apenas soluções alcançadas por meio de diálogo e diplomacia podem levar a paz e prosperidade sustentáveis para toda a região
247 - O Ministério das Relações Exteriores expressou séria preocupação com o deslocamento em massa de armênios de Nagorno-Karabakh, pedindo que a segurança da população local seja garantida e seus direitos protegidos.
“O deslocamento de milhares de civis de origem armênia na região de Nagorno-Karabakh e arredores é motivo de séria preocupação para o governo do Brasil, especialmente em vista de suas graves consequências humanitárias e políticas. O Brasil considera necessário garantir a segurança da população residente, bem como a proteção de seus direitos. Também rejeita o uso da força e da violência para alterar o status político da região”, disse o Ministério das Relações Exteriores.
O governo brasileiro afirmou que apenas soluções alcançadas por meio de diálogo e diplomacia podem levar a paz e prosperidade sustentáveis para toda a região.
Em 19 de setembro, Baku anunciou o lançamento de "atividades antiterroristas locais" na região separatista de Nagorno-Karabakh visando "restaurar a ordem constitucional". Yerevan descreveu a operação como agressão contra a população de Nagorno-Karabakh e reiterou que não tinha presença militar na região disputada. No dia seguinte, Azerbaijão e representantes dos armênios de Nagorno-Karabakh concordaram com a cessação completa das hostilidades por meio da mediação de pacificadores russos.
Em 21 de setembro, na cidade azerbaijana de Yevlakh, representantes dos armênios de Karabakh se encontraram com a delegação do Azerbaijão para discutir a reintegração da região na república. O Ministério da Defesa russo disse em 22 de setembro que unidades armadas de Karabakh começaram a entregar armas e equipamentos militares sob o controle de pacificadores russos.
O assessor presidencial azerbaijano Hikmet Hajiyev disse em 22 de setembro que a reintegração dos armênios de Karabakh na vida econômica, política e social do Azerbaijão será difícil, e alguns poderiam decidir sair. O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, em uma reunião com seu homólogo turco Recep Tayyip Erdogan em 25 de setembro, expressou confiança de que o processo de reintegração será bem-sucedido. (Com informações da Sputnik).