Governo legítimo venezuelano distribui alimentos e remédios

O governo legítimo e constitucional da Venezuela, liderado pelo presidente Nicolás Maduro, distribuiu remédios e alimentos na segunda-feira (11) na fronteira com a Colômbia, no momento em que Juan Guaidó, autoproclamado "presidente encarregado", monta um show, em coordenação com os Estados Unidos, em torno da entrega à Venezuela de suposta "ajuda humanitária"; medicamentos como analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios foram distribuídos gratuitamente a dezenas de pacientes

Governo legítimo venezuelano distribui alimentos e remédios
Governo legítimo venezuelano distribui alimentos e remédios (Foto: Reuters)

247, com AFP - O governo legítimo e constitucional da Venezuela, liderado pelo presidente Nicolás Maduro, distribuiu remédios e alimentos na segunda-feira (11) na fronteira com a Colômbia, no momento em que Juan Guaidó, autoproclamado "presidente encarregado", monta um show, em coordenação com os Estados Unidos, em torno da entrega à Venezuela de suposta "ajuda humanitária".

Medicamentos como analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios foram distribuídos gratuitamente a dezenas de pacientes.

Ao fundo era possível observar o bloqueio dos militares venezuelanos na ponte de Tienditas, que liga as cidades de Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela).

A região tem uma forte presença das Forças Armadas.

Libio Rodríguez, 66 anos, elogiou a ajuda e expressou apoio ao governo de Nicolás Maduro. Ele repetiu o discurso do governo e disse que os alimentos e remédios enviados pelos Estados Unidos a Cúcuta a pedido de Guaidó são um pretexto para uma intervenção militar.

Muitas pessoas aguardavam por remédios. Outras esperavam por alimentos que o governo distribui a preços subsidiados em zonas populares, sob o programa denominado Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP).

Maduro afirma que não existe crise humanitária e que as dificuldades econômicas que o país atravessa são provocadas pelas sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela e à estatal petroleira PDVSA.

Uma coordenadora dos CLAP em Tienditas, onde moram 1.500 famílias, afirmou que "mais que ajuda humanitária é necessário o desbloqueio econômico".

A ponte de Tienditas ainda não foi inaugurada. O local seria liberado em 2016, mas o fechamento temporário da fronteira comum de 2.200 quilômetros - ordenado por Maduro no fim de 2015 e suspenso meses depois - atrasou a abertura.

De acordo com a imprensa, a ponte seria uma das vias de entrada da "ajuda humanitária".

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