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Grécia atrasa pagamento de dívida ao FMI

Parcela vence nesta sexta-feira, enquanto o primeiro-ministro Alexis Tsipras, que enfrenta a fúria de apoiadores de esquerda, pede mudança nos duros termos impostos pelos credores internacionais para a ajuda que evitaria um calote

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Parcela vence nesta sexta-feira, enquanto o primeiro-ministro Alexis Tsipras, que enfrenta a fúria de apoiadores de esquerda, pede mudança nos duros termos impostos pelos credores internacionais para a ajuda que evitaria um calote (Foto: Gisele Federicce)
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Por Renee Maltezou e Jan Strupczewski

ATENAS/BRUXELAS (Reuters) - A Grécia atrasou um importante pagamento de dívida para o Fundo Monetário Internacional que deveria ocorrer na sexta-feira, com o primeiro-ministro Alexis Tsipras, que enfrenta a fúria de apoiadores de esquerda, pedindo mudança nos duros termos impostos pelos credores internacionais para a ajuda que evitaria um calote.

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O FMI disse que Atenas planeja agrupar quatro pagamentos com vencimento em junho em uma única parcela de 1,6 bilhão de euros a ser quitada em 30 de junho.

Foi a primeira vez em cinco anos de crise que a Grécia adiou o pagamento de uma parcela de sua dívida de 240 bilhões de euros em ajuda financeira obtidos junto a governos da zona do euro e ao FMI, mesmo que Tsipras tenha dito no início da semana que Atenas tinha o dinheiro e faria o pagamento.

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O atraso ocorre ao mesmo tempo que a chanceler alemã Angela Merkel disse que as negociações de um acordo para reformas em troca de dinheiro estão ainda muito distantes de uma conclusão.

Em um sinal de aceleração dos esforços para resolver as diferenças que ainda existem, Tsipras, Merkel e o presidente francês François Hollande conversaram por teleconferência na noite desta quinta-feira, segundo um oficial do governo grego.

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Tsipras disse aos dois líderes que as propostas dos credores não podem ser a base para um acordo porque não estão levando em conta o progresso feito nas negociações em Bruxelas em meses recentes, segundo o oficial grego, acrescentando que há otimismo de que um acordo seja alcançado em breve.

Tsipras, eleito em janeiro com a promessa de pôr fim às medidas de austeridade, retornou das conversas da noite passada com autoridades da União Europeia em Bruxelas para encarar protestos sobre as condições que romperiam os limites que seu partido Syriza havia declarado aceitar.

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O primeiro-ministro grego disse aos ministros da UE que seu governo não pode aceitar "propostas extremas", acrescentando que credores deveriam entender que o povo grego já sofreu o suficiente, segundo uma autoridade grega, que pediu para não ser identificada.

Tsipras deve fazer um pronunciamento ao parlamento grego sobre as negociações ao meio-dia desta sexta-feira (horário de Brasília).

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