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Hollande diz que “França soube responder à altura”

Em pronunciamento após a morte dos autores do ataque ao jornal francês Charli Hebdo e do atentado em um supermercado judaico que deixou quatro reféns mortos, o presidente francês, François Hollande, pediu união nacional e disse que o país deve continuar a ser "implacável" diante do racismo e do antissemitismo; "Na verdade, foi cometido um ato antissemita terrível", disse, sobre o ataque ao supermercado

Presidente francês, François Hollande, chega ao Palácio do Eliseu após visitar centro de crise do Ministério do Interior em Paris. 09/01/2015 REUTERS/Philippe Wojazer (Foto: Gisele Federicce)

Band - Após a morte dos dois jihadistas supostamente atacaram a revista satírica "Charlie Hebdo" e do homem que fez reféns em um mercado de produtos judaicos em Paris, o presidente François Hollande fez um pronunciamento considerado pouco incisivo, sem dar detalhes de quais serão os passos do governo francês a respeito do terrorismo.

O presidente francês agradeceu a eficiência e dedicação dos policiais que salvaram reféns e disse que este era o objetivo principal. Ele também lembrou a solidariedade da população que apoiou as ações e as mensagens de líderes internacionais.

"A França, mesmo diante de uma ameaça muito grave, soube responder à altura", afirmou Hollande. Ele destacou que o governo "se manteve a todo momento vigilante, sereno e respondeu diretamente e com força".

Hollande chamou de fanáticos homens que cometeram os atos bárbaros e disse que não há nenhum outro caminho para eles a não ser "a força da Justiça". O presidente destacou, porém que os terroristas "não representam toda a comunidade muçulmana".

"Eu os convido a unidade. Esta é a nossa melhor arma. Devemos mostrar a nossa determinação contra qualquer coisa que possa nos dividir. Precisamos ser implacáveis contra o racismo e o anti-semitismo", acrescentou.

O presidente confirmou também que quatro pessoas foram mortas nesta sexta-feira (9) no mercado kosher em Paris, mas não detalhou quem eram elas. Ele não deu mais informações sobre novidades nas investigações nem as próximas medidas que o governo francês deve tomar.

Assim como, no discurso que fez logo após os atentados, Hollande terminou o pronunciamento exaltando o nacionalismo do país. "Nesta prova, vamos emergir ainda mais fortes. Viva a República, viva a França."

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Hollande elogia ação da polícia e convoca população para marcha de domingo

Danilo Macedo - O presidente da França, François Hollande, elogiou a ação das forças de segurança que resultaram na morte de três suspeitos de terrorismo, pouco depois das 17h de hoje (14h no horário de Brasília). Dois deles atacaram o semanário satírico francês Charlie Hebdo e um fez cinco reféns em um supermercado judeu. Os dois atentados acabaram com 19 mortos e 20 feridos.

O líder francês pediu "vigilância" à população, ressaltando a necessidade dos franceses serem "cautelosos" neste momento, mesmo com a segurança reforçada no país. Após três dias do atentado ao jornal, Hollande disse que o país "enfrentou", mas "ainda não pôs fim, às ameaças de que é alvo".

"A França, apesar de estar consciente de as ter enfrentado, apesar de saber que pode contar com as forças de segurança, com homens e mulheres capazes de atos de coragem e bravura, ainda não acabou com as ameaças".

Como fez logo após o ataque à sede do semanário Charlie Hebdo, Hollande pediu unidade à nação. "Venho apelar para a vigilância, unidade e mobilização", disse. O presidente ressaltou que a França deve rejeitar o racismo e o anti-semitismo. Acrescentou que os responsáveis pelo atentado são "fanáticos" e que "não têm nada a ver" com a religião muçulmana.

O líder francês agradeceu os gestos de solidariedade dos vários chefes de Estado e populações de diferentes países e chamou os franceses a participarem da marcha marcada para a tarde de domingo (11), em Paris. A manifestação havia sido convocada imediatamente depois do atentado contra o jornal Charlie Hebdo.