Hollande: "O que está em jogo nesta conferência climática é a paz"

Afirmação do presidente francês, François Hollande, foi feita durante a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21) e procurou alertar as delegações de 195 países sobre o o papel do clima na instabilidade política que leva a conflitos em diferentes lugares do mundo; "As mudanças climáticas trarão conflitos assim como as nuvens trazem tempestades", disse

Afirmação do presidente francês, François Hollande, foi feita durante a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21) e procurou alertar as delegações de 195 países sobre o o papel do clima na instabilidade política que leva a conflitos em diferentes lugares do mundo; "As mudanças climáticas trarão conflitos assim como as nuvens trazem tempestades", disse
Afirmação do presidente francês, François Hollande, foi feita durante a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21) e procurou alertar as delegações de 195 países sobre o o papel do clima na instabilidade política que leva a conflitos em diferentes lugares do mundo; "As mudanças climáticas trarão conflitos assim como as nuvens trazem tempestades", disse (Foto: Paulo Emílio)

Opera MundiO presidente da França, François Hollande, abriu a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21) nesta segunda-feira (30/11) em Paris lembrando às delegações de 195 países o papel do clima na instabilidade política que leva a conflitos em diferentes lugares do mundo.

"As mudanças climáticas trarão conflitos assim como as nuvens trazem tempestades", disse Hollande, anfitrião da conferência. "Estados correm o risco de não conseguir mais prover as necessidades básicas de suas populações, com o risco de surtos de fome, êxodo rural e conflitos por um recurso cada vez mais escasso: água.

"O que está em jogo nesta conferência climática é a paz", disse o presidente francês na abertura da COP21, que começou na manhã desta segunda-feira e prossegue até o dia 11 de dezembro com o objetivo de estabelecer um acordo universal para limitar as emissões de gases causadores do aquecimento global e mitigar as mudanças climáticas.

Os 195 países se comprometeram a reduzir suas emissões, mas cientistas advertem que as promessas não são o suficiente para manter o aumento das temperaturas abaixo dos 2 graus Celsius.

A OMM (Organização Meteorológica Mundial), agência das Nações Unidas, anunciou na última quarta-feira (25/11) que os anos entre 2011 e 2015 são o período mais quente já registrado na história, com 2015 caminhando para ser o ano mais quente já registrado. O estudo da OMM apontou que a média da temperatura global neste ano deverá "alcançar a simbólica e significante marca de 1º C" acima do nível da era pré-industrial, entre 1880 e 1899.

Hollande afirmou que nenhum país está a salvo do impacto das mudanças climáticas, mas os países mais pobres, com a menor responsabilidade por emissões de gases estufa, são os mais duramente afetados. "Temos que agir em nome da justiça climática", disse o presidente francês.

"Precisamos assegurar um desenvolvimento igualitário e sustentável e não comprometer nossos escassos recursos. Essa é a equação que temos que solucionar nesta conferência", disse Hollande.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou que "boas intenções" não são o suficiente. "Em Paris, vamos decidir o futuro do planeta."
"Este é um momento de virada", diz Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em seu discurso na abertura da conferência que se apresenta como "o líder da maior economia do planeta e do segundo maior emissor de gases estufa" (depois da China) e que os EUA reconhecem seu papel na criação do problema e acolhem a responsabilidade de agir contra as mudanças climáticas.

"Somos a primeira geração a sentir o impacto das mudanças climáticas e a última que pode fazer algo [para combatê-la]", disse Obama.

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