Homem gay entra com primeira ação judicial pelo direito de casar na China

Uma corte acolheu pela primeira vez um caso de casamento homossexual na China, numa ação aberta por um homem gay contra um cartório civil que negou a ele o direito de se casar; Sun Wenlin, de 26 anos, disse que uma corte de Changsha, capital da província Hunan, acolheu seu processo na última terça-feira

Uma corte acolheu pela primeira vez um caso de casamento homossexual na China, numa ação aberta por um homem gay contra um cartório civil que negou a ele o direito de se casar; Sun Wenlin, de 26 anos, disse que uma corte de Changsha, capital da província Hunan, acolheu seu processo na última terça-feira
Uma corte acolheu pela primeira vez um caso de casamento homossexual na China, numa ação aberta por um homem gay contra um cartório civil que negou a ele o direito de se casar; Sun Wenlin, de 26 anos, disse que uma corte de Changsha, capital da província Hunan, acolheu seu processo na última terça-feira (Foto: Gisele Federicce)
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Por Sui-Lee Wee

PEQUIM (Reuters) - Uma corte acolheu pela primeira vez um caso de casamento homossexual na China, numa ação aberta por um homem gay contra um cartório civil que negou a ele o direito de se casar.

Embora a homossexualidade não seja ilegal na China, e as grandes cidades possuam prósperas comunidades gays, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é legalizado, o que deixa casais homossexuais sem proteção legal.

Sun Wenlin, de 26 anos, disse à Reuters que uma corte de Changsha, capital da província Hunan, acolheu seu processo na última terça-feira.

"Acho que de um ponto de vista legal, devemos ser bem-sucedidos", disse Wenlin. "Nossa lei sobre casamentos diz que há liberdade de união e igualdade de gênero. Essas palavras podem ser aplicadas aos casamentos homossexuais".

Wenlin disse que entrou com a ação em dezembro porque queria constituir família com seu parceiro de 36 anos.

Autoridades no cartório civil do distrito de Furong não puderam ser localizadas para comentar, e um representante da corte de Furong, onde o caso será analisado, disse que a corte "não comenta sobre casos antes das audiências".

A China tem se tornado mais tolerante com a homossexualidade, que até 2001 era listada como uma doença mental, mas muitos gays continuam a ser fortemente pressionados a se manterem dentro do armário.

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