Índice Global da Paz: Brasil sobe dez posições

Instituto avalia a segurana aos cidados de 153 pases; Islndia (foto) lidera; gastos militares e exposio ao terrorismo tm peso; concluso a de que o mundo est mais violento pelo 3 ano consecutivo

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Marco Damiani, 247 _ Da Islândia à Somália, passando pelo Brasil, o Institute for Economics and Peace (IEP - Instituto de Economia e Paz), da Austrália, mapeou 153 países para apontar quais são os menos violentos ou, em outra expressão, onde os cidadãos têm mais paz. Além de mostrar os países já mencionados em 1º, último, 18º e 74º lugar (Brasil), respectivamente, no Global Peace Index (Índice Global da Paz), o IEP assegura que, em 2011, o mundo ficou menos pacífico pelo terceiro ano consecutivo. Em razão da repressão aos movimentos de massa verificada desde janeiro, os países árabes foram os que mais caíram no ranking. A Líbia do ditador Muamar Kadafi, por exemplo, perdeu 83 posições em relação ao lugar ocupado no ano passado. O Instituto calculou que a violência provocada pelas guerras e o terrorismo causou um impacto negativo de US$ 8,12 trilhões de dólares na economia mundial em 2010.

O Índice Global da Paz é a principal medida do nível de paz mundial, avaliando conflitos domésticos e internacionais, a segurança na sociedade e a militarização por meio de 23 indicadores diferentes. Esses itens são divididos em oito estruturas: bom funcionamento do governo; ambiente de negócios sólido; distribuição justa dos recursos; aceitação dos direitos de terceiros; bom relacionamento com os países vizinhos; liberdade da informação; alto nível educacional; e baixo nível de corrupção. Outras questões mensuradas têm a ver com gastos militares, relacionamento internacional e exposição ao risco de atentados terroristas.

"A queda do Índice de Paz deste ano está fortemente ligada aos conflitos entre cidadãos e governos, e as nações precisam encontrar novas maneiras de trazer estabilidade sem usar a força militar", diz Steve Killelea, fundador e Chairman Executivo do IEP. "Apesar de uma década gasta na guerra contra o terrorismo, o potencial de atos terroristas aumentou este ano, apagando o pequeno progresso alcançado nos anos anteriores". O Brasil, apesar do grande volume de violência urbana e rural que costuma apresentar, ganhou dez posições no ranking, atingindo agora o 74º posto.

Apesar de o nível geral de paz estar em baixa, os dados deste ano mostraram um aumento da paz em algumas áreas - principalmente pelos níveis de redução de gastos militares e melhor relacionamento entre países vizinhos.

"Há uma maior conscientização de que existe um ´dividendo de paz´ a ser alcançado. A nossa pesquisa identifica oito atitudes e estruturas sociais necessárias para a criação de sociedades pacíficas, resistentes e socialmente sustentáveis", continua Killelea.

Pontos altos em todas as oito estruturas permitiram que a Islândia reconquistasse a sua posição no topo do Índice deste ano após cair de pontuação no ano passado depois de demonstrações violentas relativas ao colapso do sistema financeiro e da moeda do país. Altas pontuações das estruturas de governança também explicaram o porquê o Japão conseguiu manter sua posição na classificação - apesar do choque externo com o terremoto e o tsunami deste ano.

A Islândia é a nação mais pacífica do mundo, seguida da Nova Zelândia, Japão, Dinamarca e República Checa. O Iraque (152) passou do último do Índice para o topo pela primeira vez.

A África Subsaariana continua sendo a região menos pacífica com 40% dos países menos pacíficos do mundo, com o Sudão (151) e a Somália (153) sendo os últimos do Índice.

Pelo quinto ano consecutivo, a Europa Ocidental foi a região mais pacífica com a maioria dos seus países entre os primeiros 20. Quatro países nórdicos ficaram entre os dez primeiros lugares, no entanto a Suécia caiu para o número 13 devido à sua indústria de armamentos e ao volume de exportação de armas convencionais. A entrada para a União Europeia teve um impacto positivo nos membros relevantes da Europa Central e Europa Oriental, com a República Checa ficando entre os 10 primeiros lugares (5º) pela primeira vez e a Eslovênia subindo para o 10º lugar.

A América do Norte apresentou uma pequena melhora desde o ano passado. O Canadá (8º) pulou seis lugares na classificação deste ano, enquanto que a classificação geral dos EUA (82º) permaneceu inalterada, embora tenha subido do número 85 ocupado no ano passado.

O IEP se declara um instituto de pesquisa internacional dedicado à construção de um maior entendimento dos inter-relacionamentos das empresas, paz e economia, com destaque principal nos benefícios econômicos da paz. Sem fins lucrativos e não partidário, o Instituto tem escritórios em Sydney e Nova York. A IEP tem parcerias com diversas organizações internacionais principais, incluindo o Aspen Institute, Economist Intelligence Unit, Earth Institute at Columbia University, Club de Madrid, Monash University, e Center for Strategic and International Studies (CSIS). Ela também colabora com organizações multinacionais, incluindo o Banco Mundial, a OECD e as Nações Unidas.

Confira abaixo o ranking completo:

O Ranking Global da Paz 2011 *

1 Iceland 1

2 New Zealand -1

3 Japan 0

4 Denmark 3

5 Czech Republic 7

6 Austria -2

7 Finland 2

8 Canada 6

9 Norway -4

10 Slovenia 1

11 Ireland -5

12 Qatar 3

13 Sweden -3

14 Belgium 3

15 Germany 1

16 Switzerland 2

17 Portugal -4

18 Australia 1

19 Malaysia 3

20 Hungary 0

21 Uruguay 3

22 Poland 7

23 Slovakia -2

24 Singapore 6

25 Netherlands 2

26 United Kingdom 5

27 Taiwan 8

28 Spain -3

29 Kuwait 10

30 Vietnam 8

31 Costa Rica -5

32 Laos 2

33 United Arab Emirates 11

34 Bhutan 2

35 Botswana -2

36 France -4

37 Croatia 4

38 Chile -10

39 Malawi 13

40 Romania 5

41 Oman -18

42 Ghana 6

43 Lithuania -1

44 Tunisia -7

45 Italy -5

46 Latvia 7

47 Estonia -1

48 Mozambique -1

49 Panama 13

50 South Korea -7

51 Burkina Faso 6

52 Zambia -1

53 Bulgaria -3

54 Namibia 4

55 Argentina 6

56 Tanzania -1

57 Mongolia 37

58 Morocco 2

59 Moldova 8

60 Bosnia and Hercegovina -1

61 Sierra Leone -7

62 The Gambia 2

63 Albania 3

64 Jordan 6

65 Greece -2

66 Paraguay 9

67 Cuba 4

68 Indonesia 0

69 Ukraine 28

70 Swaziland 3

71 Cyprus 5

72 Nicaragua -7

73 Egypt -24

74 Brazil 10

75 Equatorial Guinea -6

76 Bolivia 5

77 Senegal 2

78 Macedonia 7

79 Trinidad and Tobago 24

80 China 0

81 Gabon -7

82 United States of America 4

83 Bangladesh 5

84 Serbia 7

85 Peru 5

86 Cameroon 19

87 Angola 0

88 Guyana 4

89 Montenegro 0

90 Ecuador 9

91 Dominican Republic -9

92 Guinea #N/D

93 Kazakhstan 2

94 Papua New Guinea 2

95 Nepal -12

96 Liberia 7

97 Uganda 3

98 Congo (Brazzaville)3

99 Rwanda -21

100 Mali 9

101 Saudi Arabia 6

102 El Salvador 0

103 Tajikistan #N/D

104 Eritrea #N/D

105 Madagascar -28

106 Jamaica -8

107 Thailand 17

108 Turkmenistan 9

109 Armenia 4

110 Uzbekistan 0

111 Kenya 9

112 Belarus -4

113 Haiti 1

114 Kyrgyz Republic #N/D

115 Cambodia -3

116 Syria -1

117 Honduras 8

118 South Africa 3

119 Iran -15

120 Niger #N/D

121 Mexico -15

122 Azerbaijan -3

123 Bahrain -51

124 Venezuela -2

125 Guatemala -14

126 Sri Lanka 7

127 Turkey -1

128 Cote d' Ivoire -10

129 Algeria -13

130 Mauritania -7

131 Ethiopia -4

132 Burundi -1

133 Myanmar -1

134 Georgia 8

135 India -7

136 Philippines -6

137 Lebanon -3

138 Yemen -9

139 Colombia -2

140 Zimbabwe -5

141 Chad 0

142 Nigeria -6

143 Libya -87

144 Central African Republic -6

145 Israel -1

146 Pakistan -1

147 Russia -4

148 Democratic Republic of the Congo -8

149 North Korea -10

150 Afghanistan -3

151 Sudan -5

152 Iraq -3

153 Somalia -5

* Nomes de países grafados em inglês; números á direita representam posições ganhas ou perdidas (-) em relação ao ranking de 2010

Para mais informações, acesse www.EconomicsandPeace.org.

Para ver o Mapa Colorido do GPI de 2011, acesse o seguinte link: http://media3.marketwire.com/docs/2011GPIColourMap.pdf

Para ver os Patrocinadores do GPI de 2011, acesse o seguinte link: http://media3.marketwire.com/docs/2011GPIEndorsers.pdf

 

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