Influencer pró-Trump preso nos EUA tem fiança negada e pode ser deportado ao Brasil
Brasileiro segue detido pelo ICE em Nova Jersey e terá nova audiência em abril
247 - O influenciador brasileiro Junior Pena, detido nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), teve o pedido de liberdade sob fiança negado pela segunda vez e permanece preso enquanto aguarda novos desdobramentos do caso. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles e por pessoas próximas ao influenciador.
A nova negativa ocorreu durante audiência realizada na manhã desta quarta-feira (25). Segundo relato do influenciador Maycon MacDowell, amigo de Junior, a decisão foi tomada por um juiz diferente, que entendeu não haver mudanças relevantes no caso desde a última análise.
“A fiança de Júnior Pena foi negada pela segunda vez, desta vez por um juiz diferente. Segundo a decisão, o juiz entendeu que não houve nenhuma mudança relevante no caso desde a última audiência, motivo pelo qual manteve a mesma posição. Diante desse cenário, ao meu ver, os próximos passos podem incluir um possível recurso na corte federal ou a decisão pela auto deportação”, afirmou MacDowell.
Uma nova audiência foi marcada para o dia 2 de abril, quando deverá ser discutida a possibilidade de o brasileiro optar pela deportação voluntária.
Junior Pena foi preso em 31 de janeiro e está detido no centro de detenção Delaney Hall, localizado no estado de Nova Jersey. De acordo com MacDowell, a prisão teria ocorrido por conta de um problema administrativo relacionado a uma audiência migratória. Ele também afirma que o influenciador não possui uma ordem formal de deportação até o momento.
O brasileiro vive nos Estados Unidos desde 2009 e acumula mais de 480 mil seguidores nas redes sociais, onde produz conteúdo sobre imigração e sua rotina no país. Ele ganhou notoriedade por defender posicionamentos alinhados ao bolsonarismo e por manifestar apoio ao presidente norte-americano Donald Trump.
Em um vídeo publicado em 2025, o influenciador chegou a minimizar preocupações com políticas migratórias mais rígidas adotadas nos Estados Unidos, afirmando que medidas de deportação atingiriam apenas pessoas em situação irregular ou envolvidas em crimes.
“Eu estou andando na linha, pagando taxas e tentando me legalizar, assim como muitos imigrantes que querem ficar em ordem. Ele vai deportar quem estiver irregular, os bandidos e as pessoas que estão fazendo coisa errada. Você acha que ele vai deportar quem está querendo ajudar o país? De jeito nenhum”, disse.
Agora, com a fiança negada novamente e a permanência na detenção, o futuro de Junior Pena dependerá das próximas decisões judiciais, incluindo a possibilidade de recorrer à Justiça federal ou optar por deixar o país voluntariamente.