Irã atinge base dos EUA no Bahrein com mísseis
Guarda Revolucionária confirma ofensiva contra a Quinta Frota no Bahrein após classificar ataques de EUA e Israel como agressão militar criminosa
247 - A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançou mísseis contra a base naval dos Estados Unidos no Bahrein, onde está sediada a Quinta Frota da Marinha americana, segundo informou o portal RT nesta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2026, com base em dados divulgados pela agência iraniana Fars. Imagens exibidas pelo veículo mostram fumaça subindo da área de Juffair, local que abriga a instalação militar.
De acordo com a agência Mehr News, além do Bahrein, bases militares americanas no Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos também foram alvo de ataques com mísseis iranianos. O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã declarou que qualquer base de um país que ofereça assistência a Israel poderá se tornar alvo da República Islâmica.
Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques realizados no sábado por Estados Unidos e Israel como uma “agressão militar criminosa”, afirmando que ocorreram enquanto o país estava “em meio a um processo diplomático”. Em nota oficial, o ministério afirmou que “agora é o momento de defender a pátria e confrontar a agressão militar do inimigo” e apelou aos Estados-membros da ONU para que condenem o que descreveu como um ato de agressão e uma violação da Carta das Nações Unidas.
No Bahrein, explosões foram ouvidas, segundo a agência APA, citando a emissora Al Arabiya. Informações não confirmadas indicaram que ao menos um míssil iraniano teria explodido no território do país, que abriga uma importante base naval americana em Manama. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o que parecem ser colunas de fumaça sobre a instalação militar.
Diante da escalada, os Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento “temporário e parcial” de seu espaço aéreo. Também houve relatos de que o Catar adotou medida semelhante. A Embaixada dos Estados Unidos no Catar emitiu um alerta ordenando que cidadãos americanos se abrigassem em suas residências devido a uma ameaça iminente de míssil. Em comunicado anterior, a representação diplomática informou que estava “implementando um regime de confinamento para todo o pessoal” e recomendou que todos os cidadãos americanos “fizessem o mesmo até novo aviso”.
Em Jerusalém, sirenes foram ouvidas, de acordo com relatos divulgados no mesmo horário. Paralelamente, a inteligência israelense teria iniciado uma campanha direcionada ao público iraniano, incentivando o compartilhamento de fotos e vídeos de “resistência contra o regime”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a mais recente operação militar tem como objetivo promover uma mudança de regime no Irã. Em sua primeira manifestação em vídeo após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, ele reiterou as exigências para que o Irã limite seu programa nuclear.
Já o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou os ataques recentes e afirmou que as negociações com o Irã seriam apenas uma farsa, sustentando que havia pouco interesse genuíno em alcançar um acordo.
Em resposta à ofensiva que classificou como agressão de um “inimigo hostil e criminoso”, a Guarda Revolucionária anunciou ter iniciado a primeira onda de ataques extensivos com mísseis e drones contra alvos israelenses, ampliando o cenário de tensão no Oriente Médio.