HOME > Mundo

Irã propõe passagem segura a navios no estreito de Ormuz

Medida permitiria trânsito pelo lado de Omã sem ataques, caso acordo com os EUA avance para conter conflito que já afeta o fornecimento global de energia

Uma embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, em Omã, em 12 de abril de 2026. (Foto: REUTERS )

247 - O Irã apresentou uma proposta que pode permitir a passagem segura de navios pelo lado omanita do Estreito de Ormuz, como parte das negociações em andamento com os Estados Unidos para evitar a escalada do conflito na região. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta quarta-feira (15), com base em uma fonte informada por Teerã.

De acordo com essa fonte, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema, o governo iraniano estaria disposto a autorizar o tráfego de embarcações em águas de Omã sem risco de ataques, desde que haja avanços nas negociações com Washington. A medida surge em meio a um cenário de forte instabilidade, após o início da guerra em 28 de fevereiro.

O conflito provocou a maior interrupção já registrada no fornecimento global de petróleo e gás, principalmente devido ao bloqueio do tráfego no Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito.

Desde o início das hostilidades, centenas de navios-tanque e outras embarcações permanecem retidos no Golfo Pérsico, junto com aproximadamente 20 mil marinheiros, aguardando condições seguras para retomar suas rotas comerciais.

Ainda segundo a fonte, não está claro se o Irã também aceitaria remover eventuais minas marítimas que possam ter sido posicionadas na região, nem se a eventual liberação do tráfego incluiria embarcações com ligação a Israel. Esses pontos permanecem indefinidos nas negociações.

A proposta iraniana, no entanto, depende diretamente de concessões por parte dos Estados Unidos. Segundo a fonte, qualquer avanço concreto estará condicionado à disposição de Washington em atender às exigências de Teerã, consideradas essenciais para um acordo mais amplo sobre a segurança no estreito.

Até o momento, a Casa Branca não se manifestou oficialmente sobre o assunto.