Israel ameaça realizar operação militar em larga escala contra Gaza
O regime de Israel cogita lançar uma ofensiva de grande envergadura contra as forças da Resistência palestina na Faixa de Gaza, disse um deputado israelense
247, com HispanTV - O regime de Israel cogita lançar uma ofensiva de grande envergadura contra as forças da Resistência palestina na Faixa de Gaza, disse um deputado israelense.
O chefe da comissão de assuntos exteriores e guerra do parlamento de Israel, Avi Dichter, afirmou na quarta-feira (6) que a operação militar na cercada Faixa de Gaza pode ser realizada para aniquilar a infraestrutura da Resistência palestina.
Será necessário relançar uma incursão similar à 'operação escudo defensivo' para eliminar as infraestruturas em Gaza e facilitar assim a entrada das forças israelenses até onde seja possível", indicou Dichter, em uma entrevista concedida à rede de televisão israelense Kan.
O chamado escudo defensivo é o nome de uma operação que o exército israelense realizou em Gaza durante os meses de março e abril de 2002 com a finalidade de reprimir a segunda Intifada (insurreição) dos palestinos. Conforme as fontes, Israel assassinou mais de quatro mil palestinos naquela ocasião.
O deputado israelense destacou que a atual situação em Gaza não se resolverá através de soluções políticas, pelo que o regime sionista se verá obrigado, no futuro próximo, a pôr em ação uma operação militar que "não seria de duas semanas ou dois meses".
Estas afirmações são feitas no momento em que Israel intensificou seus ataques contra Gaza, argumentando que se trata de respostas ao lançamento de artefatos incendiários desde as zonas fronteiriças de Gaza com os territórios ocupados por Israel.
Em novembro do ano passado, Israel sofreu um forte revés em Gaza, quando os combatentes do Movimento de Resistência Islâmica da Palestina (HAMAS, na sigla em árabe) responderam a uma violenta agressão israelense lançando centenas de mísseis e obrigando o regime de Tel Aviv a fazer um acordo de cessar-fogo.
Como consequência da trégua, o ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman, pediu demissão, o que foi considerado uma "vitória política" pelos movimentos da Resistência palestina.
O regime de ocupação assassinou mais de 295 palestinos e deixou mais de 35 mil feridos desde o início das Marchas do Retorno, em 30 de março de 2018, de acordo com um informe elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU).