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Israel mata médicos da Cruz Vermelha que prestavam socorro a vítimas do genocídio em Gaza

"Médicos foram mortos com munição real enquanto realizavam seu trabalho para salvar vidas. Isso é inaceitável", disse a entidade

Ambulância é bombadeada por Israel na Faixa de Gaza (Foto: Reprodução)

247 - O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou nesta quarta-feira (11) que médicos foram mortos pelos ataques de Israel ao prestar socorro a vítimas na Faixa de Gaza. "Hoje recebemos a notícia de que @PRCS médicos foram mortos com munição real enquanto realizavam seu trabalho para salvar vidas. Isso é inaceitável", afirmou a Cruz Vermelha pelas redes sociais. "Oferecemos nossas sinceras condolências aos funcionários e seus entes queridos. Condenamos todos os ataques contra profissionais de saúde e socorristas", acrescentou a entidade de ajuda humanitária. 

Segundo o diretor-geral da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino, Marwan Jilani, quatro trabalhadores de emergência perderam suas vidas em Gaza. Três desses profissionais foram vítimas de ataques diretos enquanto prestavam assistência médica aos feridos na área de Jabalia, localizada no norte de Gaza. O quarto trabalhador foi alvejado nas costas e no coração enquanto socorria vítimas na região leste de Gaza, próxima à fronteira com Israel.

Além de médicos, profissionais de imprensa também foram assassinados pelos ataques de Israel sobre Gaza. Nos últimos dias, pelo menos seis jornalistas palestinos perderam suas vidas em meio aos incessantes ataques aéreos de Israel na Faixa de Gaza sitiada, de acordo com informações de redes de mídia e grupos de monitoramento da liberdade de imprensa. Segundo informações da rede Al Jazeera, na manhã de terça-feira, o jornalista Saeed al-Taweel, editor-chefe do site Al-Khamsa News, juntamente com dois outros membros da imprensa, encontraram um trágico destino quando se dirigiam para documentar um edifício que, segundo informações, seria alvo de um bombardeio iminente por parte de Israel, na Cidade de Gaza. "Infelizmente, acabaram de enviar um aviso ao edifício Hiji de que será bombardeado", relatou al-Taweel em suas últimas palavras, pouco antes de sua morte. Ele acrescentou: "A área foi totalmente evacuada. Mulheres, homens, idosos e crianças fugiram completamente da área."