Israel planta novas minas na fronteira com a Síria

Israelenses tentam evitar que os manifestantes do pas vizinho fujam para as Colinas de Golan; trs morreram em confronto com exrcito srio



O exército de Israel está plantando novas minas terrestres ao longo de sua fronteira com a Síria em uma tentativa de evitar que os manifestantes do país vizinho fujam para as Colinas de Golan, informou uma revista do exército israelense, a Ba'mahaneh. A ação faz parte das medidas que Israel está tomando antes dos protestos que os palestinos planejam realizar, em setembro.

Israel foi alvo de duras críticas internacionais no começo deste ano depois que suas tropas abriram fogo contra sírios e palestinos que romperam a cerca na fronteira com as Colinas de Golan durante manifestações. Aproximadamente 35 pessoas foram mortas na ocasião.

O governo israelense está preocupado com a possibilidade de os protestos palestinos planejados para setembro para pedir a independência deles provoque outra tentativa de ultrapassar a fronteira.

O exército decidiu seguir adiante com a medida após minas terrestres antigas falharem quando os sírios invadiram a região, em junho, segundo a revista. A área montanhosa é cheia de campos minados, que são marcados. Autoridades do exército têm afirmado que também estão preparando métodos não letais para controlar qualquer protesto em Golan.

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Três morreram em confronto com exército

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Tanques do exército da Síria, agentes de segurança e defensores do governo se espalharam pelas ruas de duas cidades do país hoje para tentar acabar com os protestos que pedem a saída do presidente Bashar Assad. Ao menos três pessoas foram mortas nos confrontos.

O ataque mais pesado aconteceu na cidade mediterrânea de Latakia onde ontem milhares de manifestantes haviam tomado as ruas. Pelo menos 20 tanques e grupos armados invadiram o bairro de el-Ramel no começo do dia provocando um intenso tiroteio que fez com que muitos moradores fugissem da área, de acordo com Rami Abdul-Rahman, diretor do Observatório da Síria para Direitos Humanos, com sede em Londres.

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Mais tarde, tiros e explosões foram ouvidos em outro bairro, Slaibeh, segundo informações do Observatório e do Comitê de Coordenação Local, um grupo ativista que documenta os protestos no país. Duas pessoas morreram no tiroteio, disseram as organizações.

Enquanto isso, agentes de segurança e grupos armados de defensores do governo, conhecidos como Shabiha, entraram na cidade de Qusair, perto da fronteira com o Líbano, prendendo dezenas de moradores, afirmou Abdul-Rahman. As informações indicam que uma pessoa morreu no confronto.

O exército sírio também realizou uma operação nas cidades próximas de Hawla e Taldaw, no centro da província de Homs, e espalhou tanques pela área. Além disso, ativistas disseram que 10 pessoas foram feridas por tiros na cidade de Sarmin.

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Tanto o bairro de al-Ramel quanto a cidade de Qusair têm sido palco de grandes protestos contra o regime de Assad desde que as manifestações contra o presidente começaram, em meados de março. A reação do governo se intensificou durante as últimas semanas, com tropas atacando várias cidades.

Ontem forças de segurança mataram ao menos 14 manifestantes, de acordo com informações de grupos de direitos humanos. Gritos pedindo a morte de Assad têm surgido e são um sinal de quanto mudou o movimento de protestos desde as primeiras demandas apenas por pequenas reformas.

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