Israel prossegue genocídio em Gaza e afirma ter matado chefe militar do Hamas
Exército israelense diz que Izz al-Din al-Haddad participou dos ataques de 7 de outubro e atuava na reconstrução da estrutura militar do Hamas
247 - O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira (16) a morte de Izz al-Din al-Haddad, apontado pelas autoridades israelenses como chefe do braço armado do Hamas. Segundo os militares, ele foi alvo de uma operação realizada na Faixa de Gaza e considerado um dos últimos integrantes de alto escalão envolvidos no planejamento dos ataques de 7 de outubro de 2023.
As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal UOL. De acordo com o comunicado israelense, Haddad teria assumido funções estratégicas dentro da organização após a morte de Mohammed Sinwar, atuando na reorganização das capacidades militares do Hamas durante a guerra.
O Exército israelense afirmou que o líder palestino “trabalhou para reconstruir as capacidades do Hamas, planejando inúmeros ataques terroristas contra civis israelenses e tropas das Forças de Defesa de Israel”. A corporação também declarou que Haddad participou da administração do sistema de cativeiro de reféns israelenses mantidos pelo grupo na Faixa de Gaza.
Israel associa Haddad ao comando militar do Hamas
Segundo Israel, Izz al-Din al-Haddad era considerado o sucessor de Yahya Sinwar, um dos principais líderes do Hamas morto em ofensivas anteriores. O governo israelense atribui a Haddad a missão de reorganizar parte da infraestrutura militar do grupo no norte de Gaza.
As autoridades israelenses afirmam ainda que ele teria coordenado respostas militares às ofensivas conduzidas pelas Forças de Defesa de Israel na região. O nome de Haddad aparecia entre os principais alvos da inteligência israelense desde o início da guerra.
O ataque que matou o dirigente ocorreu em Gaza na quinta-feira (15). Até o momento, o Hamas não divulgou posicionamento oficial confirmando ou negando a morte do comandante.
Líder do Hamas era chamado de “fantasma”
Integrantes do Hamas descreviam Izz al-Din al-Haddad como um “fantasma”, apelido anteriormente associado a Yahya Sinwar. A denominação fazia referência à discrição do líder palestino e à sua capacidade de permanecer longe dos holofotes e da inteligência israelense durante anos.
A imprensa israelense já havia noticiado, no ano passado, a distribuição de panfletos pelas forças israelenses na Faixa de Gaza com ameaças diretas a Haddad. Segundo os jornais locais, os materiais traziam mensagens destinadas ao dirigente do Hamas.
Em uma das mensagens divulgadas à época, Israel afirmava que ofereceria ao líder palestino “uma maneira rápida e fácil de ir para o inferno”. A ofensiva contra Haddad ocorre em meio à continuidade dos confrontos entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, iniciados após os ataques de outubro de 2023.
