Israel tem planos para forçar o êxodo de 2,2 milhões de palestinos de Gaza para o Egito após a guerra

Presidente egípcio Abdel Fattah El-Sisi, porém, rejeita qualquer tentativa de Israel "de resolver a causa palestina às custas de seus vizinhos"

Israel bombardeia Gaza
Israel bombardeia Gaza (Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters/Ag. Brasil )


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247 - Um documento do Ministério da Inteligência de Israel revelou um plano que cogita a realocação forçada de 2,2 milhões de habitantes de Gaza para a Península do Sinai, no Egito. Segundo a coluna da jornalista Sandra Cohen, no G1, o documento, divulgado pelo site "Calcalist" e reproduzido por jornais israelenses, propõe a criação de "cidades de barracas" permanentes no norte do Sinai para absorver a população palestina expulsa de suas terras, além de uma zona tampão para impedir que os refugiados se aproximem da fronteira de Israel.

A proposta, no entanto, enfrenta oposição do presidente egípcio Abdel Fattah El-Sisi, que rejeitou a absorção da população palestina no Sinai. “‘Transferir refugiados da Faixa de Gaza para o Sinai equivaleria a realocar a sua resistência e transformar a área numa plataforma de lançamento para operações contra Israel, além de conceder a Israel o direito de se defender, conduzindo ataques em terras egípcias', argumentou o presidente. Ele disse mais: o país já enfrenta a sua própria resistência islâmica no Sinai e rejeita qualquer política de deslocamento de Israel ‘de resolver a causa palestina às custas de seus vizinhos’", ressalta a reportagem.

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O presidente dos EUA, Joe Biden, também expressou sua oposição à criação de êxodo em massa dos palestinos por Israel durante sua visita à região, comprometendo-se a não permitir deslocamentos de refugiados para o Egito. Além disso, a comunidade internacional condenaria uma migração populacional forçada, destacando as complexidades geopolíticas envolvidas.

Essa não é a primeira vez que surge a ideia de realocar a população palestina para o Egito. Em 2004, o Plano Eiland propôs uma iniciativa semelhante, mas foi rejeitado pelo então presidente egípcio Hosni Mubarak.

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A versão atual, sugerida pelo Ministério da Inteligência, liderado por Gila Gamliel, enfrenta críticas internas e é negada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que afirma estar focado na eliminação das capacidades do Hamas em Gaza.

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