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Itália: neta de Mussolini é a mais votada de Roma

Sociedade italiana aceita manter em evidência membros da família do déspota que controlou o país. Il Duce, o ideólogo fascista, segue vivo no país enquanto sua violência ainda assombra o mundo

Itália: neta de Mussolini é a mais votada de Roma (Foto: Reprodução)

Henrique Rodrigues, Fórum - Não é 28 de outubro de 1922, quando uma horda de celerados liderada por Benito Mussolini marchou pelas ruas de Roma exigindo do rei Vittorio Emanuelle III o poder político total na Itália, numa ato de chantagem descarada travestido de revolução. Ainda sim, o monstro do fascismo está longe de estar sepultado no país europeu peninsular.

Rachele Mussolini, neta do ditador fascista que morreu fuzilado pelos partigiani e teve seu corpo içado de cabeça para baixo na estrutura de um posto de gasolina na Piazza Loreto, em Milão, foi a vereadora mais votada nas eleições municipais de Roma, realizadas há dois dias, com 6.552 votos. Ela foi reeleita, uma vez que já ocupa o cargo desde 2016.

Filiada ao partido de extrema direita Fratelli di Italia, uma legenda que surrupiou o verso do hino nacional italiano para batizar uma agremiação recheada de neofascistas assumidos, Rachele é um caso claro de como seu país não soube sepultar definitivamente o cadáver de seu avô, como ocorreu em Portugal e na Espanha com saída de cena da vida pública dos herdeiros de sangue de António de Oliveira Salazar e Francisco Franco, respectivamente. No caso alemão, de Adolf Hitler, uma comparação é algo mais difícil, já que o genocida não deixou herdeiros e nem há vestígios de familiares de sangue por lá.

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