Itália resgata mais de 1.000 imigrantes do mar em 24h

Helicópteros visualizaram quatro embarcações superlotadas que tentavam se manter flutuando no sul da Sicília na quinta-feira, e barcos foram enviados para fazer o resgate, informou a Marinha; os 823 homens, mulheres e crianças que estavam a bordo são do Egito, Paquistão, Iraque e Tunísia

Migrants sit in a Marina Militare vessel during a rescue operation by Italian navy off the coast of the south of the Italian island of Sicily in this January 2, 2014 handout provided by the Italian Marina Militare. The Italian navy has rescued 233 mostly
Migrants sit in a Marina Militare vessel during a rescue operation by Italian navy off the coast of the south of the Italian island of Sicily in this January 2, 2014 handout provided by the Italian Marina Militare. The Italian navy has rescued 233 mostly (Foto: Gisele Federicce)

ROMA, 3 Jan (Reuters) - A Marinha italiana resgatou mais de 1.000 migrantes em 24 horas de barcos que tentavam chegar à Europa, disseram autoridades nesta sexta-feira.

Helicópteros visualizaram quatro embarcações superlotadas que tentavam se manter flutuando no sul da Sicília na quinta-feira, e barcos foram enviados para fazer o resgate, disse a Marinha em comunicado.

Os 823 homens, mulheres e crianças que estavam a bordo das quatro embarcações são provenientes do Egito, Paquistão, Iraque e Tunísia.

A Marinha resgatou ainda 233 migrantes da Eritreia, Nigéria, Somália, Zâmbia, Mali e Paquistão em uma outra operação e os levou para um porto próximo a Siracusa, na costa leste da Sicília.

Depois de um naufrágio em outubro que resultou na morte de 366 imigrantes da Eritreia perto da ilha de Lampedusa, a Itália lançou uma operação especial com navios, helicópteros e drones para monitorar o mar Mediterrâneo.

A Itália é um importante porta de acesso à Europa para muitos migrantes que buscam refúgio e uma vida melhor. A chegada por mar mais do que triplicou em 2013, incrementada pela guerra civil na Síria e por crises na região do Chifre da África.

Nas últimas duas décadas, Itália, Grécia e a ilha mediterrânea de Malta receberam a maior parte do fluxo migratório e têm solicitado uma resposta coordenada da União Europeia.

(Reportagem de Naomi O'Leary)

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