Italiano de 16 anos é identificado como primeira vítima de incêndio na Suíça
Federação Italiana de Golfe confirma morte de jovem atleta em Crans-Montana, enquanto autoridades investigam tragédia que deixou feridos e desaparecidos
247 - Um adolescente italiano de 16 anos foi oficialmente identificado como a primeira vítima fatal da tragédia provocada por um incêndio de grandes proporções em Crans-Montana, estação turística localizada no cantão do Valais, na Suíça. A confirmação foi feita nesta sexta-feira e lança luz sobre a dimensão humana do desastre ocorrido na madrugada do Ano-Novo.
Segundo comunicado da Federação Italiana de Golfe, Emanuele Galeppini morreu em decorrência do incêndio. A entidade descreveu o jovem como um “atleta apaixonado” e prestou homenagem em nota oficial. “Em momentos de profunda tristeza, nossos pensamentos estão com sua família e todos que o amavam. Emanuele, você ficará para sempre em nossos corações”, escreveu a federação. De acordo com o jornal suíço Le Matin, ele é a primeira vítima oficialmente identificada pelas autoridades.
O embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, informou à emissora Sky TG24 que, até o momento, treze cidadãos italianos permanecem hospitalizados e seis seguem desaparecidos após o incêndio. Diante da gravidade da situação, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, é esperado ainda hoje na Suíça para acompanhar de perto os desdobramentos do caso.
Relatos de testemunhas revelam cenas de extremo horror no interior do bar onde o fogo se espalhou rapidamente. Gianni, de 19 anos, contou ao canal TF1-LCI que estava próximo ao local quando o incêndio começou e decidiu entrar para ajudar as vítimas ao lado de familiares. “Nenhum ser humano deveria ver isso na vida. Pessoas desmembradas, no chão, em parada cardíaca, outras presas lá dentro. As roupas derretiam junto com a pele, era uma cena horrível”, relatou. Ele afirmou que havia adolescentes no local. “Sabíamos que havia jovens lá dentro, crianças de 14, 15 anos queimando. Não dava para ficar parado. Entramos e começamos a salvar”, disse. Segundo o jovem, estruturas metálicas de sofás foram usadas como macas improvisadas para retirar feridos.
Informações publicadas pelo jornal suíço Blick indicam que vários jogadores da equipe júnior B, com idades entre 16 e 18 anos, do clube de futebol de Lutry, estavam no bar Le Constellation no momento do incêndio. Uma mesa para doze pessoas havia sido reservada pelo grupo. O presidente do clube, Stéphane Bise, afirmou que parte dos jovens ainda não foi localizada. “Até onde sei, um deles está em tratamento no hospital, mas três ou quatro ainda não deram sinal de vida”, lamentou. Ele acrescentou: “Nosso clube e nosso vilarejo foram duramente atingidos por essa tragédia. Vamos tentar lidar com isso com toda a sensibilidade possível”.
As autoridades suíças seguem mobilizadas para identificar as vítimas e esclarecer as circunstâncias do incêndio. Béatrice Pilloud, procuradora-geral do cantão do Valais, afirmou que o processo exige tempo e recursos significativos. “Estamos mobilizando recursos importantes para identificar as vítimas e devolver os corpos às famílias o mais rápido possível”, declarou. Já o chefe da polícia cantonal, Frédéric Gisler, alertou que o trabalho pode se estender. “Esse trabalho pode levar vários dias”, afirmou.
Até o momento, o número exato de pessoas que estavam no bar no momento do incêndio não foi oficialmente divulgado. As autoridades também não informaram quantos indivíduos seguem desaparecidos, enquanto as investigações continuam e familiares aguardam por respostas.
