Jacinda Ardern tem vitória histórica na Nova Zelândia e desponta como liderança global feminina e de centro-esquerda

Com uma votação esmagadora, o Partido Trabalhista da Nova Zelândia deverá ocupar 64 das 120 cadeiras do Parlamento. A grande vitoriosa do pleito é a primeira-ministra Jacinda Ardern, que conduz seu país de maneira exemplar na pandemia do coronavírus

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247 - Aos 40 anos, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, protagonizou um feito histórico ao ser reeleita nas eleições gerais deste sábado (17) após ganhar o mundo por priorizar vidas em vez da economia no combate ao coronavírus no país. Ela surge como uma liderança feminina e de centro-esquerda em escala mundial

Com a apuração quase encerrada na manhã deste sábado o Partido Trabalhista, de Jacinda, centro-esquerda, tem 49% dos votos, impondo uma vitória esmagadora contra o Partido Nacional, de centro-direita, que soma 27%.

Com o resultado, o Partido Trabalhista deve ocupar 64 das 120 cadeiras do parlamento neozelandês, número recorde desde que o país adotou o sistema de votação proporcional, em 1996 – o Nacional deve ter 35 assentos. Será a primeira vez na história que um partido vai governar sozinho. O ACT – que aglutina neoliberais – e os verdes terão 10 cadeiras cada um e o partido Maori 1.

“A Nova Zelândia mostrou que o Partido Trabalhista tem seu maior apoio. E posso prometer uma coisa: nós seremos um partido que vai governar para cada um dos neozelandeses”, afirmou Ardern após o anúncio da vitória sobre Judith Collins, do Partido Nacional.

Desde o início da pandemia, a Nova Zelândia registrou pouco mais de 1,8 mil casos confirmados de Covid e apenas 25 mortes por complicações do vírus. O chegou a ficar 102 dias sem nenhuma transmissão comunitária, antes de registrar uma segunda onda. No início de outubro, Arden anunciou que o país estava novamente livre de contaminações, após 12 dias sem novos registros.

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